| em 01 janeiro 2009

Sexo depois dos 50


Quando o assunto é sexo depois dos 50, a regra é soltar a imaginação
Por Maria Fernanda Schardong



Diga como você encarou o sexo durante a juventude e é possível saber como ele é vivido depois dos 50 anos. Vida sexual feliz pode, inclusive, não envolver os órgãos genitais. Aqui, a imaginação pode ser o limite.

Como manter uma vida sexual ativa depois dos 50 não é resposta que encontramos em alguma cartilha, muitos menos na bula de um remédio, as relações sexuais na terceira idade podem estar intimamente ligadas às relações de uma vida inteira.

Uma pessoa que sempre encarou o sexo como obrigação, dificilmente terá uma vida sexual prazerosa. “Uma mulher que passou toda sua vida odiando ter relações com o marido, dificilmente vai querer continuar a ter ou vai julgar importante as relações sexuais depois dos 50 anos".

Ainda é recorrente a idéia de que o cessar da menstruação marca o fim da vida sexual das mulheres. Daí, muitas usam a menopausa como desculpa para recusar o sexo.

As fantasias sexuais se enquadram no mesmo dogma. Na cabeça de muita gente, soltar a imaginação ainda é uma atitude que requer coragem. "É preciso entender que essa fantasia está relacionada ao prazer e aos pensamentos que despertam o desejo sexual, e não a sentimentos proibidos.

“Todos podem e devem fantasiar com o sexo. Porém, é preciso que as fantasias permaneçam no próprio terreno, ou seja, fantasias relacionadas um ao outro".

Fantasiar ou não, depende de cada um. Para muitas pessoas, uma vida sexual mais “tranquila” já é o suficiente. “Alguns necessitam realizar as fantasias porque precisam, constantemente, enfrentar desafios para que a relação se mantenha. Aí, estão sempre inventando ou descobrindo algo novo, porque precisam de motivação. Outros, mais serenos, contentam-se com fantasias mais “básicas” e outros ainda não precisam de nada mais, porque simplesmente não querem nada mais do que o que já fazem".

“Talvez o mais importante seja sentir-se sexualmente atraente. E para exercer a sua sexualidade – que é muito diferente de ter relação sexual – tanto a mulher quanto o homem não precisam, necessariamente, ter contato genital, e sim expressarem como mulher ou como homem, e terem prazer em viver como tal. Ter uma vida sexualmente feliz não significa, necessariamente, ter uma vida genitalmente ativa”.

Transcrito por Reinaldo Reis

Prf Regina Moura da Universidade Estadual do Rio de Janeiro
Para entrar em contato com a terapeuta sexual Regina Moura, envie um email para: regemoura@gmail.com

Fonte: http://www.maisde50.com.br



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