| em 25 março 2010

DIVÓRCIO - A dura realidade!

O divórcio é um dos assuntos de cunho social que merece atenção especial quanto à sua abordagem, principalmente no Brasil, por duas razões, pelo menos: primeira, por constar na nossa Constituição Federal de 1988 (Art. 226, §6º); e segunda, porque principalmente de acordo com o Novo Testamento, o seu significado é inteiramente oposto àquilo que reza a constituição do todos os países do mundo.

Ainda que o divórcio se encontre inserido na lei devidamente aprovada pela Constituição Brasileira, o que entende o nosso povo segundo o contexto evangélico e bíblico? Infelizmente, face ao crescente número de divórcios no cotidiano, até mesmo alguns cristãos passaram a reinterpretar, ou tirar a ênfase dos ensinos bíblicos, a fim de que o divórcio e o novo casamento, pareçam mais fáceis e mais aceitável teologicamente. Porém, a nós, importa saber o que realmente a Bíblia diz sobre tudo isso. Por isto julgamos necessária uma abordagem direta do assunto.

A princípio, a Palavra de Deus diz que o casamento é uma união permanente e íntima entre o marido e a esposa (Gn 2.18-25; Mt 19.5; Mc 10.2-12; I Co 7.39).
Só esses textos supracitados, são suficientes para entendermos que devemos lutar pela estabilidade da família, desmotivando sempre o divórcio.


ALGUMAS CAUSAS DE DIVÓRCIO

Infidelidade sexual. – Abandono (I Co 7.10-15)3 – Atitudes imaturas – Dominação, liberdade para fazer o que quer, etc. – Abuso físico e psicológico – Agressão, ameaças, aspereza, etc.

(Marcos 10. 2-12)
E, aproximando-se dele os fariseus, perguntaram-lhe, tentando-o: É lícito ao homem repudiar sua mulher?

Essa pergunta dos fariseus era uma armadilha para Jesus. Se Ele apoiasse o divórcio, apoiaria o procedimento dos fariseus; eles duvidavam de que Jesus fizesse isso. Entretanto, se Jesus falasse contra o divórcio, algumas pessoas na multidão poderiam ficar contra Ele, por terem usado a lei do divórcio em seu benefício. Mais importante ainda, Jesus poderia atrair a ira de Herodes, que já havia mandado executar João Batista por este ter combatido o divórcio e o adultério. Isso era exatamente o que os fariseus queriam.

Deus permitia o divórcio, mas não o tolerava, era como uma concessão, devido à propensão que o povo tinha para o pecado. O divórcio nunca foi aprovado, mas foi instituído para proteger a parte ofendida em uma situação difícil. Ele não tinha o divórcio em mente, desejando, portanto, que a união matrimonial durasse até à morte de um dos conjugues. Porém nos dias de Moisés, assim como noutros tempos anteriores a ele, muitos judeus eram cruéis no trato com suas esposas, e por causa dessa crueldade e dureza de coração, “Deus permitiu”, mais como uma libertação para a mulher do que para o homem.

Esses judeus cruéis divorciava-se de suas esposas, pelos motivos mais simples possíveis. Numa análise do Talmude, disse Flávio Josefo que o judeu se divorciava da esposa por motivos tais como: se ela queimava o pão, estragasse um prato ao prepara-lo, e até se encontrasse outra mais bela do que ela.

Infelizmente, os fariseus usaram o texto em Deuteronômio 24.1 para aprovar o divórcio. Jesus explicou que essa não era a intenção de Deus; pelo contrário, Ele queria que as pessoas casadas considerassem seu casamento um compromisso permanente. Caso houver separação, é melhor que fiquem sem casar, para que não haja o adultério de ambas as partes, pois mesmo divorciados estarão unidos a menos que um dos conjugues venha morrer, somente assim estarás livres para casar-se novamente na presença de Deus. Não se case com a opção de separar-se.

A maioria dos líderes religiosos daquela época permitia que um homem se divorciasse da esposa por qualquer motivo. O ensino de Jesus sobre o divórcio superou o de Moisés (Dt 24. 1-4). Mais rígido do que os postulados de qualquer escola de pensamento da época, os ensinamentos de Jesus chocaram seus ouvintes (ver Mt 19.10), e ainda abalam os leitores de hoje. Jesus disse claramente que o casamento é um compromisso para a vida toda. Deixar seu conjugue para casar-se com outra pessoa pode ser um ato legal, mas aos olhos de Deus é adultério. Quando você pensar sobre o casamento, lembre-se de que Deus quer que este seja um compromisso permanente.

Seu casamento terá chances de ter uma união feliz se, desde o inicio, você se comprometer com sua durabilidade. Não tenha um coração duro como desses fariseus ou dos judeus, mantenha a firme determinação de permanecer com seu conjugue com a ajuda de Deus.

“Quando o casal é motivado a confiar, em que Deus pode e irá melhorar seu casamento, seguido pela boa vontade deles, o divórcio jamais se torna necessário”.



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