| em 24 fevereiro 2010

Como criar um quarto saudável e seguro para o seu filho

É lá que ele passa a maior parte do tempo. Dorme, guarda objetos queridos, divide segredos com amigos, chora quando se sente frustrado e rola de rir. Por isso, você precisa abrir espaço para a saúde e o bem-estar

Prefira móveis com cantos arredondados. Nas janelas, rede de proteção (troque a cada cinco anos). Armários devem ser acessíveis à criança para não haver risco. Mantenha cama com grade de proteção até a criança ter 5 anos. Abajur ou dimmer (regulador de luz) dão segurança ao despertar. Instale prateleiras longe da cama e coloque protetores nas tomadas.

...não tem fios soltos

Em tempos de cyberinfância, as crianças passam mais tempo no quarto jogando videogame, brincando no computador ou assistindo à TV. Mas, para especialistas, quarto saudável não pode ter nada que atrapalhe o sono, como todos esses aparelhos eletrônicos, além de aquário e estante muito abarrotada de livros. Eles merecem um espaço à parte na casa. Mas, se a presença das quinquilharias eletrônicas for inevitável, não deixe fios expostos.

...não tem insetos

Há duas opções: mosquiteiros ou plug de tomada com remédio antimosquito. Inseticidas em aerossol, nunca. O mosquiteiro deve ser lavado uma vez por semana por conta do pó. Já o plug pode ficar ligado na tomada a noite inteira, menos em quartos onde dormem crianças asmáticas.

... não acumula poeira

Nas paredes, evite papéis ou aplique apenas um barrado rente ao teto. As cortinas protegem o cômodo do excesso de sol e amenizam a luz, dando sensação de aconchego. Devem ser fáceis de tirar, porque precisam ser lavadas quinzenalmente, assim como os protetores de berço. As janelas devem ser mantidas abertas durante o dia para ventilar. Nos armários, deixe a parte superior livre, assim como embaixo da cama. São locais de difícil acesso e enchem de poeira. Use lençóis 100% algodão, pois são fresquinhos e acumulam menos pó. Bebês não precisam de travesseiro. O recomendado é que a criança ganhe o primeiro depois dos 6 anos de idade, de espuma inteiriça. Troque o travesseiro uma vez por ano e sempre o coloque no sol. E o colchão deve ser virado a cada 15 dias.

...tem cantinhos

Uma mesinha no canto para estudos, gavetas e nichos na parede guardando papéis e canetas são ótimos para estimular, desde cedo, o senso de organização da criança. Para guardar brinquedos (miúdos, pequenos, médios ou enormes) e bichos de pelúcia, os baús e caixas são ideais. Mas deixe-os encostados nas paredes, assim as crianças correm menos risco de tropeçar neles. Um bom quarto tem espaço livre para a criança brincar. Cuide para que os brinquedos fiquem em locais de fácil acesso para seu filho exercitar a autonomia.

... não precisa de carpete

Melhor não ter nenhum tapete ou carpete, pois ambos acumulam pó. Os tapetes ainda podem fazer a criança tropeçar. Se você achar imprescindível para a decoração do quarto, use um modelo 100% natural e prenda com fita adesiva no chão para evitar tombos.

... é iluminado

O bem-estar vem também pela iluminação, que deve ser abundante. Janelas abertas arejam o ambiente. Aparelhos que limpam o ar, como o sterilair, dão conta apenas de ambientes pequenos, como closets.

... muda de cor

Quarto de criança precisa ter cor suave? Isso não é regra. É importante perguntar a seu filho qual a cor preferida dele. A vantagem dos tons pastel é que, mudando os objetos, o quarto ganha cara nova.

... fica quentinho no inverno e fresco no verão

Evite, se possível, o ar-condicionado. Ele tira a umidade do ar, ressecando a mucosa nasal. Melhor o ventilador (indireto na criança) no verão. E um bom pijama e edredom no inverno. Os cobertores peludos acumulam pó. Se usar aquecedor, deixe-o ligado por no máximo duas horas e mantenha no quarto um balde com água e uma toalha dentro para umidificar o ar. Evite também colocar a cama da criança ao lado da janela, para evitar corrente de ar direto no pequeno.

Fontes: The Healthy Home, de Jackie Craven (Quarry Books); Denise de Andrade Moreira, pediatra especializada em alergia; Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai); Luciana Blumental, psicóloga; Renata Waksman, pediatra; Silvia Rodrigues Santos, consultora organizacional e de Feng Shui; Yara Mello, especialista em Alergia e Imunologia

por Mônica Brandão e Patrícia Cerqueira / Colaborou Deborah Kanarek

Fonte: Crescer



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