| em 28 março 2010

É possível terminar uma história de amor e iniciar uma grande amizade?

Especialistas dizem que sim, mas vai depender da base em que o relacionamento foi construído

Quando o namoro começa a se desgastar e o diálogo cede lugar a discussões e desentendimentos, muitos casais decidem pôr um ponto final no relacionamento. O rompimento pode ser tranqüilo ou traumático, dependendo da maneira que ocorreu o término do namoro. Na maioria dos casos, os presentes são devolvidos, os e-mails bloqueados, sites de relacionamento deletados, e torna-se até proibido citar o nome do(a) ex-namorado(a) em uma conversa entre amigos. Já alguns casais, especialmente quando são cristãos, fogem à regra e mantêm os contatos, optando por uma amizade sem mágoas, pois os momentos bons que passaram juntos serviram de aprendizado e crescimento pessoal.

“É possível haver amizade sim, uma vez que os jovens evangélicos são, antes de tudo, irmãos em Cristo”, diz o pastor e psicólogo Luís Lázaro, da Igreja Internacional da Graça de Deus na Freguesia (RJ). Ele também faz um alerta: “Quando um relacionamento acaba, o jovem fica sujeito a todo tipo de sentimento: ciúmes, frustrações, raiva e solidão. O diabo aproveita esse momento para manipular os sentimentos e as emoções do jovem. Por isso, é necessária uma aproximação total e irrestrita com o Espírito Santo, que é o Consolador e vai curar todas as feridas”.


Tempo de Afastamento

Na opinião da terapeuta Susiane Borges, se realmente vai existir uma amizade real, isso depende da forma como o casal conduziu o namoro. “A amizade vai ocorrer dependendo da base em que se construiu o relacionamento. Se havia companheirismo e amizade como base do namoro, é possível que ela se mantenha após o término, mas, se não existia, acho difícil que se construa uma depois”, afirma Susiane.
Pastor e terapeuta concordam que, em todo caso, faz-se necessário um tempo de afastamento para cumprir o luto, rever os sentimentos, trabalhar questões como perdão e desapego do outro e curar as feridas. “Quando o relacionamento acaba, ficam as frustrações e a desvalorização da figura do outro. A pessoa vai precisar de um distanciamento para se curar, repensar a vida, transformar o relacionamento”, declara a terapeuta. “A amizade é forma de sublimação e pode servir também para resolver questões inacabadas com um maior senso de humor, afinal, depois de um tempo de convivência, você conhece o jeito da pessoa e pode falar tudo o que incomodava de um modo mais leve, sem se sentir culpado”, argumenta.


Preencha o Vazio

O Pr. Lázaro enfatiza ainda a importância do Espírito Santo na vida do jovem. “Há de ter um tempo de afastamento total da pessoa e envolvimento com Espírito Santo. É Ele quem vai resolver o problema da solidão, preencher o vazio deixado pela outra pessoa e cuidar do coração turbulento, atemorizado e fragilizado”, diz.

A terapeuta Susiane também alerta para o fato de um dos ex-namorados já está se relacionando com outra pessoa e continuar amigo do ex. “A nova pessoa pode ficar com ciúme. Por isso, pode haver amizade, sim, mas não precisa haver convivência diária”.

Segundo os especialistas, se o namoro acabou, a pessoa não deve desanimar ou ficar se culpando por isso. É preciso esperar um tempo, buscar a orientação de Deus, procurar saber o que realmente está sentindo, buscar se conhecer e se entender para que possa entender o outro. “O ideal é procurar a direção segura de Deus antes de começar qualquer relacionamento, pois o namoro sem a direção dEle nunca dará certo”, finaliza o Pr. Lázaro.

Fonte: Jornal Show da Fé - Fev 2010.



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