| em 14 abril 2010

A Bíblia e a previsão do futuro


"É comum as previsões e análises sobre o futuro. Quais os tipos de tentativas de previsão do futuro que são condenadas pela Bíblia Sagrada?"

A Bíblia é taxativa em proibir qualquer tipo de previsão do futuro usando métodos divinatórios, isto é, a adivinhação ou agouro. À luz da Bíblia, “adivinhação é a investigação de coisas ocultas mediante a invocação explícita ou implícita de espíritos demoníacos”, como bem define a obra Teologia Moral. Segundo os meios que empregam, a adivinhação pode ser conhecida como “oráculo”, “mediunidade”, “cartomancia”, “quiromancia”, “pitonismo” etc. Daí a proibição bíblica de tais práticas.

Deus estabelece pela sua Palavra: “Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores; não os busqueis, contaminando-vos com eles. Eu sou o Senhor vosso Deus”, Lv 19.31.

As Sagradas Escrituras são claras: “Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti”, Dt 18.10-12.

“Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos?, Is 8.19.

Quanto a profecias, a Bíblia estabelece, de modo incisivo, a maneira como testar qualquer profeta que presume falar em nome de Deus: “Porém o profeta que tiver a presunção de falar alguma palavra em meu nome, que eu não lhe tenha mandado falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta morrerá. E, se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o Senhor não falou? Quando o profeta falar em nome do Senhor, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é a palavra que o Senhor não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele”, Dt 18.20-22.

Dois requisitos aí estão indicados para testar um profeta: (1) Falar em nome de Deus e (2) que a profecia venha a cumprir-se. O que falar em nome de Deus e sua profecia não se cumprir é certo que tomou o nome de Deus em vão, arrogando-se como profeta, mas na verdade não passa de um falso profeta. Jesus avisou que eles chegariam à nossa porta com falsos ensinos. “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores”, Mt 7.15.

A Bíblia é clara e proíbe terminantemente a marcação de datas para a Segunda Vinda de Jesus. “Mas aquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai”, Mt 24.36.

Ouvimos com freqüência pessoas repetirem a frase: “O futuro pertence a Deus”. Realmente, isso é verdade. Quando Nabucodonosor teve um sonho que o perturbou, ao acordar, pôs em polvorosa sua corte, mandando chamar os magos, adivinhos e todos os que atuavam na previsão de acontecimentos futuros. Um exigência foi feita: que eles contassem o sonho e dessem a sua interpretação. A Bíblia relata o espanto dos magos e adivinhos da corte com tal exigência do rei Nabucodonosor (Dn 2.10, 11). A ordem severa do rei foi que todos teriam que cumprir o prazo para a resposta ou, caso contrário, seriam mortos de modo violento (Dn 2.12). Nesse ínterim, Daniel pede um prazo para orar a Deus e a resposta veio (Dn 2.27, 28). Sim, só Deus conhece o futuro (Is 46.9, 10).

Pr. Natanel Rinaldi, escritor, articulista e apologista.

Fonte: Jornal Mensageiro da Paz – Março 2010.



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