| em 15 abril 2010

Funções e desenvolvimento da profecia no Antigo e Novo Testamento

"Importa que profetizes outra vez...", Ap 10.11. Essa parte da visão de João lembra Ezequiel 2.9-3; 3.3. Como no caso de Ezequiel, o comer o livro causou tanto doçura como amargura, um fenômeno devido ao misto de bênçãos e as a serem pronunciados, à doçura e de proclamar obedientemente o que é amargo.

No Antigo Testamento , um oráculo profético ou mensagem transmitida ao povo era entendida como um “peso” sobre a alma do profeta até que ele pudesse pronunciá-lo (Is 13.1; Hc 1.1; Zc 9.1 etc). O termo do Novo Testamento é a palavra grega “propheteia”, que pode referir-se a uma atividade profética ou profetizar (Ap 11.6a), ao dom de profecia (Rm 12.6; 1Co 12.10) e as declarações proféticas (Mt 13,14; 1Ts 5.20; 1Tm 1.18).


Funções da Profecia

A profecia tem uma abrangência muito grande em várias áreas. Por isso, preferimos destacar duas funções dela, que são:

1) Prenunciar – Os profetas foram os primeiros de todos os prenunciadores e porta-vozes de Deus. Daí destacamos Abraão. Quando anunciou a aliança que Deus havia feito com ele a respeito de sua semente, ele foi um profeta (Gn 12.1-3). Moisés, que foi o maior de todos os profetas, recebia diretamente a Palavra de Deus e a transmitia para Arão, que era o seu porta-voz (Êx 7.1, 2), é outro exemplo. Todos aqueles que agem na função de proclamar a Palavra de Deus são Seus porta-vozes. Nesse sentido, o crente do Novo Testamento pode profetizar quando está diretamente habilitado pelo Espírito Santo.

2) Profetizar – Embora nem todos o fizessem, muitos profetas previam o futuro. Abraão, por exemplo, transmitiu a Isaque e seus descendentes a profecia sobre Israel, que revelava a promessa da Primeira Vinda de Cristo como sua semente (Gl 3.8-16). A Davi também foi revelada a aliança pela qual a sua “casa” ou dinastia duraria para sempre (2Sm 7.16), profecia proferida pelo profeta Nata.


Desenvolvimento

Na Bíblia Sagrada, a profecia inicia-se através de declaração feita em Gênesis 3.15, pertencente à primeira linha profética que anuncia a Primeira Vinda de Cristo como Messias sofredor e sacrificial. “Esta te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar”, Gm 3.15 – Aqui há uma sugestividade natural nessa figura empregada. A serpente mata ferindo o calcanhar do homem, mas o homem destrói a serpente ferindo-lhe a cabeça. A sentença divina ultrapassa o animal (serpente) e atinge o próprio Diabo. Essas palavras proclamam que a vitória está do lado do homem. Visto que foi o homem que foi vencido, assim será o homem que efetuará o triunfo. Somente em Cristo, “a semente da mulher”, é que essa vitória pode ser realizada (1Jo 3.8).

Esse texto de Gênesis 3.15 contém ainda a primeira promessa implícita no plano de Deus para a redenção do mundo. Prediz a vitória final da raça humana contra Satanás e o mal. É uma profecia de conflito espiritual entre a “semente” da mulher (o Senhor Jesus Cristo) e a “semente” da serpente (Satanás e os seus seguidores). Deus promete aqui que Cristo seria ferido ao ser crucificado, porém ressuscitaria dentre os mortos para destruir completamente Satanás, o pecado e a morte para salvar a humanidade (Is 53.5; Mt 1.20-23 etc.).

No Novo Testamento, Cristo representa a concretização da profecia como o Messias sofredor que se sacrifica, e também como profeta em seu plano direto (Lc 24.19). O Senhor Jesus anuncia que o Reino de Deus está às portas, e fala de sua dinâmica existência durante a Era da Igreja nos corações daqueles que o aceitam como seu salvador.
“Eis que presto venho. Bem aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro”, Mt 22.7.

Pr José Antônio dos Santos, líder da AD em Alagoas, 5° vice presidente da CGADB e presidente da União de Ministros das ADs no Nordeste (Umadene)
Fonte: Jornal Mensageiro da Paz – Março 2010.



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