| em 14 abril 2010

O Sexo Feminino

Tudo começou no paraíso. Um homem solitário, um Artista criativo e amoroso, uma mulher formada a partir de um pedacinho do homem — formas suaves e arredondadas, beleza incontestável, o par ideal para a masculinidade de seu companheiro. Mesma essência, diferente função. Mesma tarefa de dominar o restante da criação e cuidar dela como administradores sábios e bondosos, mas diferente visão. Aliados, amigos, amantes. Estava completa a obra perfeita do Criador.

Deus fez a mulher totalmente feminina desde os seus primeiros instantes de vida. Não existimos à parte do fato de sermos mulheres. Temos uma visão feminina, diferente, da vida, das pessoas, do mundo. A nossa sexualidade é uma parte integral das nossas vidas, pois assim que terminou de criar o homem e a mulher, o Senhor os abençoou e lhes disse: "Sede fecundos, multiplicai-vos", o que implicava a união sexual. E Deus disse que isso é bom, aliás, muito bom.

Somos pessoas sexuais. Isso é idéia de Deus. Mas também na área da sexualidade somos diferentes, e essa diferença é abençoadora. Para a mulher, a relação sexual é muito mais do que apenas a união física de dois corpos, pois sendo mais voltada para as pessoas, para os relacionamentos, ela vê o ato sexual como símbolo da união total que deve existir entre o homem e a mulher. Ela é mais romântica pois a união sexual se dá dentro do seu corpo, significando um envolvimento de todo o seu ser. Por isso se diz que a mulher sexualmente incapaz é frígida, isto é, não consegue sentir, ao passo que o homem incapaz é impotente, ou seja, não consegue desempenhar.

A vida sexual das mulheres é cíclica, porque os hormônios femininos se alternam em sua produção e função. Elas são atraídas mais pelo caráter e pela maneira como são tratadas do que pela mera aparência. Já tentaram diversas vezes lançar revistas femininas equivalentes às revistas eróticas masculinas, cheias de homens nus, e até hoje nenhuma delas vingou. A aparência realmente não é tão importante para as mulheres. Elas sabem instintivamente que seu relacionamento com um homem pode levar à geração de um filho e querem alguém responsável, que possa ser um bom pai.

Isso, todavia, não significa que as mulheres sejam menos sexuais. Significa apenas que somos mais focalizadas, que desejamos algo muito mais profundo do que apenas a união de dois corpos. Sexo bom, significativo para nós é com o homem a quem amamos. Deus nos deu essa visão quando nos fez. Não podemos descartá-la sem corrermos o risco de transgredir nossa própria maneira de ser e destruir a essência da nossa feminilidade.

Mas por que Deus nos fez tão diferentes se era para vivermos juntos, um homem para uma mulher? Complementaridade é a palavra. A pujança da sexualidade masculina foi feita para ser direcionada criativamente pela sexualidade mais pessoal, mais seletiva, mais focalizada das mulheres. Em outras palavras, quando um homem se apaixona por uma mulher e assume o compromisso de viver num relacionamento exclusivo com ela, canaliza suas energias e as usa mais construtivamente. O homem passa a ser também mais focalizado, mais direcionado na sua força sexual. Quando isso ocorre, ele concentra suas energias em trabalhar para o bem de toda a família e, eventualmente, a sociedade se beneficia com isso.

É por isso que o relacionamento sexual descompromissado que está sendo apregoado como libertação para as mulheres é um ataque à nossa essência, à maneira como Deus nos fez, e que ele fez com um propósito bom.

Esta é uma questão tão importante para as mulheres hoje que também estaremos falando sobre ela nos dois próximos artigos — o que é essa falsa liberdade e o que ela acarreta e qual é a intimidade verdadeira e bela que Deus projetou para nós quando fez dois para se tornarem um.

Fonte: Site de Wanda Assumpção



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