| em 28 abril 2010

Papai e mamãe se separaram. E agora?

Seus filhos sofrem com a separação. Saiba como agir para amenizar as consequências do divórcio

A separação dos pais é sempre dolorosa para os filhos. Para que a vida deles não fique ainda mais difícil, os pais precisam agir com muita responsabilidade. Mesmo que esteja com raiva ou decepcionada com o ex-marido, a mãe jamais deve usar as crianças para atingi-lo - e vice-versa.

''Quando a situação não é bem resolvida, a criança sente raiva do pai, porque vê a mãe sofrendo'', diz a psiquiatra e psicanalista Evelyn Vinocur, do Rio de Janeiro. ''Por outro lado, quando os pais se separam mas mantêm uma relação amigável, a criança supera a fase sem traumas.''

O diretor de cinema Alan Minas está entre os pais que sofrem por não poder ver os filhos após a separação. Há nove anos sem poder ver a filha, ele decidiu fazer o documentário 'A Morte Inventada'. ''Muitos pais desistem devido às dificuldades'', diz Alan.

''Muitas mães usam a criança como trunfo e não enxergam a bola de neve negativa, de raiva e rancor. Isso pode gerar transtornos psicológicos para toda a vida da criança'', explica Evelyn. Não caia nessa armadilha!

É pai dele, não se esqueça disso!

Não divida a raiva que sente do ex com seu filho. Nunca diga as frases abaixo

. De quem você gosta mais: de mim ou do seu pai?

. Se você gostasse de mim de verdade, não falaria com seu pai, que me faz sofrer.

. Seu pai só quer saber da nova família agora.

. Seu pai não presta, ele nos largou!

. O papai está morto e enterrado. Não fale mais dele perto de mim.

. Seu pai não gosta mais de nós.

Separe bem as relações

O que acabou foi o relacionamento de marido e mulher. A relação com os filhos continua para o resto da vida. Tanto o pai quanto a mãe são fundamentais para o desenvolvimento da criança. Caso contrário, seu filho pode sofrer. E tenha certeza de que isso é uma bola de neve. Ele pode até desenvolver distúrbios psicológicos, dentre os quais:

. Insegurança

. Medos excessivos

. Baixa autoestima

. Ansiedade

. Depressão

Cada criança age de uma maneira diferente. Algumas podem regredir, ficando mais carentes e imaturas. Muitas passam a ter medos infundados, enquanto outras apresentam problemas de comportamento, ficando mais irritadas ou agressivas.

. Não pense que só os mais crescidinhos sentem as mudanças. Os bebês são sensíveis e captam toda a atmosfera e as emoções ao redor. Por isso, nunca discuta perto deles. Eles podem perder a fome, chorar mais, fazer birras, ter mais cólicas, estranhar as pessoas ou desenvolver distúrbios de sono.

. As crianças em idade escolar (a partir de 2 anos) podem sentir algumas dificuldades na escola . Por isso, é importante avisar a escola sobre as questões familiares. Mantenha contato com o professor, para saber como seu filho está reagindo.

. Observe o comportamento da criança dentro de casa. Dores de cabeça, enjoos, xixi na cama, choros sem causa aparente e desmotivação para ir à escola são alguns dos problemas que ela pode apresentar.

Atitudes que ajudam seu filho a ser feliz

. Estimule a criança a visitar o pai toda semana ou a cada 15 dias. Oriente seu filhote a ver o pai com bons olhos. Estimule esse contato mesmo que seu ex forme uma nova família.

. Faça seu filho se orgulhar do pai. Muitas vezes, é difícil tolerar quem nos faz mal. Mas, por amor ao seu filho, perdoe o ex. E mais: ensine seu filho a amar o pai que tem. A criança, inclusive, pode até gostar da nova família dele - por que não?

. É fundamental dizer ao filho que o pai é uma pessoa legal e que o ama.

. Lembre do aniversário do pai e compre um presentinho para o seu filho dar a ele. Tudo isso é positivo e vai ajudar a manter lá em cima a autoestima do seu filhote. Sua vida ficará mais tranquila.

. Convide o pai para as festinhas da escola, o Dia dos Pais e outras. Dessa maneira, a criança vai se sentir bem mais segura. É importante que seu filho não se ache diferente dos coleguinhas só porque tem pais separados.

Fonte: Mdemulher



Arquivado em | .





Receba novas postagens por e-mail


ATENÇÃO! - As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

Comentário(s):