| em 12 abril 2010

Seu filho só fica feliz se for o melhor?


O perfeccionismo pode ter como causas fatores genéticos ou ambientais

Um dia, o seu filho chega em casa triste porque, em vez daquele 10 em Artes, veio um 9. No dia seguinte, ele se queixa da derrota no futebol. Com o tempo, você percebe que a irritação ou a tristeza batem a cada vitória não alcançada. O desejo de querer fazer tudo certo até parece uma qualidade, mas o perfeccionismo infantil merece atenção. Essa mania de querer sempre acertar e ganhar pode atrapalhar a vida social do seu filho e torná-lo infeliz.

Notado geralmente a partir dos 6 anos, quando o pensamento lógico ganha mais espaço na vida da criança, o perfeccionismo pode ter como causas fatores genéticos ou ambientais. No segundo caso, o mais comum, os pais cobram tanto dos filhos que eles acabam levando tudo a sério demais. "Não se pode valorizar mais as coisas que a criança faz do que ela mesma", diz a psicóloga Beatriz Otero, da Clínica Elipse (SP). Para ajudar seu filho, proponha atividades que ele consiga realizar e tenha prazer - e não exija nada em troca. Nesse ambiente, o perfeccionismo é abafado e não vira um problema. Pelo contrário, pode fazer com que seu filho se torne mais responsável, sem sofrer com isso.

Reduza o número de atividades que a criança faz. Quanto mais compromissos ela tiver, maior será a chance de ela se tornar muito competitiva.

Aposte em atividades que divirtam a criança e que não façam com que ela entenda lazer como cobrança.

Controle sua ansiedade e respeite o tempo de seu filho. Mostre que vitórias são importantes e que as derrotas fazem parte do desenvolvimento.

Fonte: Crescer



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