| em 10 maio 2010

Características dos bons obreiros

“Quais são as características dos bons obreiros cristãos à luz da Palavra de Deus?”

O bom obreiro tem suas características destacadas nas Sagradas Escrituras. Em 1Timóteo 4.6, Paulo fala ao jovem obreiro Timóteo, obreiro a ser fiel e diligente no ministério, pois, assim, ele seria “um bom ministro de Jesus Cristo”.

Em Mateus 25.21, 23, na parábola dos dez talentos, Jesus fala que os servos que investiram nos talentos que lhes foram deixados para administrar receberam de seu senhor o reconhecimento como servos bons e fiéis: “E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor”.

“Bom, segundo os textos bíblicos de Timóteo e Mateus, é ser sadio na fé, no viver e na doutrina bíblica; equilibrado em tudo; capaz; aprovado (2Tm 2.15); limpo quanto ao bom combate espiritual (2Tm 4.8); e duradouro quanto ao seu trabalho e aos frutos de seu trabalho”.

Os sinais de um bom obreiro são nítidos. Ele é fiel, leal à toda prova e humildade. O humilde aprende mais, resiste mais, aparece pouco, mas faz muito. Um exemplo disso está em Lucas, em Atos dos Apóstolos; Aristarco (Cl 4.10) e Epafras (Fm 23).
Outros sinais são a sua espiritualidade e consagração. Ele também é dócil. É fácil de se lidar com ele. Em outras palavras, ele é exatamente o oposto do obreiro “difícil”.

O obreiro difícil é aquele complicado para dialogar e tratar de assuntos da obra e das ovelhas. É difícil pô-lo em movimento, fazê-lo funcionar. Ele é difícil de participar, comparecer, e cooperar, costuma ser evitado. Um obreiro que teve má formação ministerial pode ficar estragado pelo resto da vida se não acordar para realidade dos fatos.

O bom obreiro é diligente, esforçado. Às vezes até exagera no trabalho do Senhor. Temos o exemplo de Epafrodito (Fp 2.25-30). Ele também é discreto e controla seus impulsos e sua língua ao falar. Apóstolo Paulo é um exemplo, como podemos ver no texto em que fala de suas “visões e revelações do Senhor” (2Co 12.1) e de seu “espinho na carne” (2Co 12.7). Outro exemplo do modo como ele sabia controlar seus impulsos está no comentário a respeito de Demas, seu obreiro auxiliar: “Demas me desamparou, amando o presente século, e foi para Tessalônica”, 2Tm 4.10. Nada mais Paulo quis falar sobre Demas.

Outro sinal marcante de um bom obreiro é a sociabilidade. Ele é sociável com seus pares de ministério, a sua congregação e a família. Imagine um obreiro que ninguém o quer por ser anti-social. É inadmissível.

A Bíblia está repleta de exemplos de bons obreiros. Zadoque, o sacerdote, descendente de Arão por seu filho Eleazar, é um deles (1Cr 24.3). Ele foi fiel e leal a Davi em todo o seu reinado, do princípio ao fim (1Cr 12.23, 28; 2Sm 19.11; 20.25; 1Rs 1.8; 2.25). Abiatar, outro sacerdote descendente de Arão, por seu filho Itamar, e contemporâneo e Zadoque, não teve o mesmo procedimento. A Bíblia nos diz que ele não foi fiel a Davi até o fim.

Itaí, o giteu (2Sm 15.17-22; 18.2), é outro grande exemplo, ao lado de Husai, o arquita. Itaí era estrangeiro, de um país inimigo, mas foi fiel. Husai, o arquita (2Sm 16.6; 17.15-22), era um efraimita (Js 16.2).

Podemos destacar, já no Novo Testamento, bons obreiros como Demétrio (3Jo 12) e Barnabé (At 11.22-24). Diz as Sagradas Escrituras que Barnabé “era um homem bom” (At 11.24, versão Almeida Revista e Atualizada). Temos ainda os obreiros que trabalham com Paulo e que são citados nominalmente por ele (Cl 4.7-14).

por Antonio Gilberto, consultor doutrinário da CPAD.



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