| em 14 maio 2010

Ciúme: um sentimento perigoso

Você já cruzou com gente que arde em ciúmes? Bem, eu sei que um pouquinho de ciúme todo mundo tem, até o Espírito Santo, mas eu estou dizendo arder em ciúmes, a ponto de inviabilizar a vida do outro. Lembro-me de uma senhora que teve de deixar de ir a várias reuniões da igreja, por causa do ciúme do marido, que não podendo estar em muitos dos encontros de comunidade, também, não deixava a esposa ir. Que coisa! Ele chamava isso de amor!

A Bíblia diz: "o amor não arde em ciúmes" (1 Coríntios 13:4).

Gente, amor combina com liberdade e com libertação. Quem ama confia, libera, emancipa o outro. Arder em ciúme é se deixar tomar pela insegurança, pelo medo. Isso acaba com qualquer relacionamento.

Isso, quando o ciúme não é mera projeção. Isto é, o sujeito não é fiel e pensa que ela, quando está longe do seu controle, está fazendo, com ele, o que ele está fazendo com ela. E aí é verdadeiro o ditado: "o inocente paga pelo pecador."

Às vezes o ciúme tem a ver com o medo de perder o ente amado, acontece, principalmente, quando um dos cônjuges sofre de algum complexo de inferioridade e, como sabe que o outro, por causa da sociedade em que vivemos, está, pelo menos, sob algum assédio, é tomado pelo pavor de perdê-lo. Aí é preciso convencer o outro com consistentes demonstrações de seu amor. E, um tem de aprender a confiar no outro, assim como clamar a Deus que não os deixe cair em tentação.

Infelizmente já assisti o fim de casamentos por causa disso. É triste ouvir a mulher ou o homem a dizer: "Não é que ela ou ele não me ame, mas que me sufoca com aquele ciúme doentio."

Lembre-se: arder em ciúme não é amar. O amor liberta, confia, estimula o outro, o faz sentir-se importante, digno de confiança. E uma pessoa que se sente amada reage a esse amor com maior amor ainda. Por isso não se deixe tomar pelo ciúme, se for o caso procure ajuda. Faça o outro feliz para ser feliz. É assim que a Bíblia diz.

por Ariovaldo Ramos
Fonte: Portal Missão Integral




Os Efeitos Destrutivos do Ciúme

O ciúme demasiado é capaz de destruir os relacionamentos mais harmoniosos, já que a realidade dá espaço à fantasia, levando muitas pessoas a cometerem atos impensados. De acordo com especialistas, o ciumento tende a controlar os passos e limitar a liberdade da pessoa amada, invadindo sua privacidade.

Para Vera Iaconelli, psicanalista pelo Instituto Sedes Sapientiae, mestre em psicologia pela USP e coordenadora do Instituto Gerar de Psicologia Perinatal, o indivíduo precisa ir adquirindo, ao longo do seu desenvolvimento, uma estrutura psíquica que lhe permita lidar de forma cada vez mais madura com estas emoções.

O ciúme em demasia é altamente perigoso e pode trazer graves consequências. "Quando um sujeito se suicida, por exemplo, porque não teve sua demanda amorosa correspondida, podemos supor graves dificuldades anteriores a esta relação que serviu de estopim para a morte", afirma a especialista.

"Todos nós sofremos rejeições, frustrações, medos, ciúmes, inveja. Neste sentido, não existem sujeitos melhores ou piores. A questão é como cada um de nós foi capaz, com a ajuda do ambiente desde a mais tenra infância, de administrar estas emoções. O indivíduo precisa ir adquirindo, ao longo de seu desenvolvimento, uma estrutura psíquica que lhe permita lidar de forma cada vez mais madura com estas emoções", destaca Vera Iaconelli.

Para a psicanalista, se o sujeito supõe que é melhor matar ou morrer do que viver sem o outro é porque ele está colocando este outro num lugar onipotente. A especialista acrescenta que, neste caso, não importa o desejo do "amado", mas apenas o desejo do suicida ou do homicida. O "amado" é apenas depositário de uma demanda amorosa impossível de ser satisfeita. O objeto "amoroso" tem a qualidade de coisa a ser possuída e não de igual a quem se deve respeitar os desejos.

Fonte: Agência Unipress Internacional



Arquivado em | , , .





Receba novas postagens por e-mail


ATENÇÃO! - As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

Comentário(s):