| em 05 maio 2010

Proteína alternativa: Seitan, principal substituto da carne

Conheça os benefícios nutricionais de um dos principais substitutos da carne, o seitan

É consumido pelos monges budistas há mais de sete mil anos, faz parte da alimentação regular de quem segue regimes vegetarianos há décadas, mas ainda é desconhecido de grande parte dos portugueses.

De cor castanha, com uma textura esponjosa e gelatinosa, o seitan é um alimento proteico derivado do glúten.

Isento de gordura e com um baixo teor de glúcidos, tem uma textura muito semelhante à da carne e cozinha-se exactamente da mesma maneira, podendo ser cozido, grelhado (em fatias ou espetadas), estufado ou assado no forno. «Pelo seu conteúdo proteico e pelas suas proteínas, de baixo valor biológico, é um óptimo substituto da carne», assegura Patrícia Almeida Nunes, dietista do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.


Complemento saudável

Uma das diferenças do seitan em relação à carne é que este não contém na sua composição vitaminas lipossolúveis nem ferro, pelo que deve ser encarado como mais uma fonte de proteína complementar, a juntar ao leque das proteínas de alto valor biológico mais tradicionais, devendo ser consumido em paralelo com os ovos, o peixe e a carne.

A excepção vai para as pessoas que sofrem de doença celíaca (intolerância ao glúten). Quem tem problemas hepáticos ou necessita de restringir o consumo de gorduras, também deve usa-lo em moderação, uma vez que este absorve facilmente a gordura em que é cozinhado.


Como (não) cozinhar

Vendido em lojas de produtos naturais e também já nalguns hipermercados, o seitan tem o aspecto de um naco de carne. Para o confeccionar, corte-o e tempere-o da mesma maneira, uma vez que este se adequa a várias preparações culinárias.

Pode, inclusive, ser panado, uma opção que Patrícia Almeida Nunes, no entanto, não aconselha. «À excepção do processo em que se pana, todas as outras formas de preparação culinária são boas, desde que se escolha a gordura de confecção adequada, o azeite», recomenda.

Além de vegetais e legumes, crus ou cozidos, pode ser acompanhado com arroz, batatas ou massa, como os pratos de carne tradicionais. «Não se conhecem alimentos com os quais não seja aconselhável combiná-lo», refere a especialista.


Em casa

O seitan tem um prazo de validade de duas a três semanas. Cru, aberta a embalagem, conserve-o no frigorífico, num recipiente com água e um pouco de sal, mudando a água diariamente. Cozinhado, aguenta até cinco dias. Se não o consumir de imediato, pode congelá-lo, cru ou cozinhado, num saco bem fechado.

Se preferir, também pode optar por confeccionar o seu próprio seitan. Na Internet, encontra facilmente várias receitas, incluindo algumas que podem ser executadas nas máquinas caseiras de preparar pão e até na Bimby, o versátil e já famoso robô de cozinha.


Dica

180 g de seitan são, em média, suficientes para satisfazer as necessidades proteicas diárias de um adulto.


Valor nutricional por 100 g:

Proteínas = 19,6 g
Glúcidos = 3 g
Fibra = 0,8 g
Potássio = 109 mg
Calorias = 90 kcal


Texto: Luis Batista Gonçalves com Patrícia Almeida Nunes (dietista)

Fonte: mulher.sapo.pt/



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