| em 30 maio 2010

Reflexões sobre a semana pascoal, os últimos dias de Jesus até a ressurreição

A Páscoa cristã é diferente da Páscoa Judaica. Também não tem nada a ver com ovos de chocolate e coelhinhos. A Páscoa do cristão conta a história mais fascinante de todas, até porque ela é a história da Salvação da humanidade.
Naquela semana pascoal, Jesus foi a Jerusalém sabendo o destino que o aguardava. A cruz foi o seu alvo o tempo todo.

Na entrada triunfal (Jo 12.12-19), a multidão espalhava peças de roupa e galhos de árvores pelo caminho demonstrando a sua adoração. “Bendito o Rei que vem em nome do Senhor!”. Jesus repreendeu os fariseus que recriminavam os louvores da multidão. Por outro lado, Lucas conta que, quando se aproximavam de Jerusalém, Jesus começou a chorar.

Na última ceia (Jo 13.1-20), Jesus surpreende os discípulos. João nos dá a mais detalhada descrição da última ceia (vv 13-17). Essa nessa ceia que Jesus lava os pés dos discípulos. O interessante é que Ele faz isso e depois diz que confiaria um Reino a eles.

Jesus pediu que fizéssemos três coisas para lembrá-lo: (1) batizar os outros, (2) lembrarmo-nos do seu sacrifício representado na refeição daquela noite que Ele compartilhou com os Seus discípulos e (3) lavarmos os pés uns dos outros. Como assim lavar os pés uns dos outros? Na noite da última ceia, surge uma discussão entre os discípulos sobre quem é o maior, e o instinto de competição aflora. Jesus não corta esse instinto, mas o redireciona. Ele diz: “O maior entre vós seja como o menor; e quem governa seja como quem serve”. Foi então que Ele proclamou: “Eu vos confio um Reino”. Em outras palavras, o terceiro item está ligado ao restante da história. O ato de lavar os pés estava demonstrando humildade e servidão. Jesus estava confiando a eles um Reino de serviço e humildade.

Veio, então, a traição (Jo 13.21-29). No meio da conversa, Jesus disse que um dos doze iría traí-lo. Os discípulos se entreolharam e começaram a interrogar uns aos outros. Na narrativa da última ceia, Judas parece estar em local privilegiado, perto do Mestre, e Jesus ainda oferece o pedaço de pão molhado. A tradição afirma que somente um amigo íntimo poderia molhar o pão na sopa do outro. A idéia é: “Judas, eu sei que você vai me trair, mas isso não muda quem Eu Sou; Eu continuo sendo Jesus, mas vai fazer depressa o que pretende”. Com Jesus, aprendemos que as más atitudes dos outros não podem mudar quem nós somos.

Sabemos o fim da história. Judas traiu Jesus. Mas, a traição de Judas não foi muito diferente da dos demais discípulos. Pedro negou que conhecia Jesus; outros discípulos sumiram do mapa. Quando ficou claro que tipo de Reino Jesus estava implantando, quando viram a cruz, cada um seguiu o seu caminho. Judas não foi o único e nem o último a trair Jesus, mas com certeza foi o mais famoso.

É um grande contraste a história de Judas e de Pedro. Ambos viveram e ouviram as maravilhosas palavras de Jesus, caminharam com o Mestre. Ambos traíram Jesus, mas Pedro foi restaurado, enquanto Judas não. Mas, é aqui que tudo se esclarece: em Judas, Satanás entrou, encontrou lugar. Judas sentiu remorso, não se arrependeu. Ele morreu sem querer aceitar a graça de Jesus, que lhe ofereceu o pão molhado, entrando para história como o maior traidor de todos os tempos. Pedro, humilhado, mas aberto à mensagem da graça e perdão de Jesus, se arrepende e se torna figura central no início da Igreja.

E o Getsêmani (Jo 18.1-11; Mt 26.36-40)? Do cenáculo, eles se dirigem a um jardim. Tarde da noite, lugar bonito, logo os discípulos caem no sono. Para eles, parecia que nada estava acontecendo. Mesmo com todos esses acontecimentos, eles dormem. Já Jesus está entristecido e angustiado profundamente. Marcos acrescenta que Ele começou a ter pavor. Mateus e Marcos registram tristeza e melancolia: “A minha alma está profundamente triste até a morte. Ficai e vigiai”. Jesus sempre se retirava para orar sozinho, mas, nessa noite, precisava da companhia de seus amigos, mas os discípulos falharam. Jesus não disfarça sua indignação: “Não pudeste vigiar comigo nem uma hora?”. Ele ora ao Pai: “Se possível, afasta de mim esse cálice”. Acrescenta o evangelista: “Em agonia, orava mais intensamente. O seu suor tornou-se em grandes gotas sangue, que corriam até o chão”. Jesus estava em luta. A cruz se aproximava, o mundo o rejeitava e os discípulos o abandonariam. O Pai, porém, enviava um anjo a consolá-lo. No jardim, a tentação do deserto volta. Jesus podia pedir 12 legiões de anjos para uma guerra santa, mas, se isso acontecesse, não haveria história da Igreja e nem Igreja; nenhum Reino haveria que avançaria como semente de mostarda; o Reino antes desceria como chuva de saraiva.

Jesus acorda seus discípulos e marcha corajosamente no meio da escuridão em direção aos que iriam matá-lo. Depois da cruz, a ressurreição (Jo 17.19-20.31). a turba na crucificação de Jesus o desafiou a descer da cruz para provar quem era; ninguém dela imaginara que Jesus ressuscitaria. Ele ressuscitou! O reino está ente nós. Precisamos anunciá-lo.

por Eduardo Leandro Alves, pastor e secretário-executivo de Missões da AD na Paraíba.

Fonte: Jornal Mensageiro da Paz



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