| em 02 maio 2010

Temperamento forte: Será que dá para conviver?

O namoro e o noivado são períodos reservados para o casal conhecer a personalidade um do outro. Durante esse tempo de ajustes, alguns relacionamentos se tornam confusos porque os jovens apresentam incompatibilidade de gênios, dando origem a brigas que já sinalizam dificuldades no relacionamento.

Eles oram e jejuam, mas quando surge a primeira discordância se questionam: "Será que esse relacionamento é de Deus?" É claro que nesse período é mais do que natural surgirem opiniões contrárias, pois as pessoas são diferentes e pensam de maneira diferente. Mas é preciso avaliar até que ponto é possível ceder pelo outro, sem que haja frustração.

Quando duas pessoas temperamentais se unem, é certo que os ânimos se exaltarão no momento em que discordarem em algum ponto. É preciso observar se no decorrer do namoro ou noivado o amor influenciará na mudança de atitudes ou se tudo permanecerá da mesma forma com o passar do tempo. É ilusão pensar que após o casamento haverá mudanças, já que no noivado não houve reconhecimento do erro e capacidade para mudar.

Um casal que não se entende leva para o casamento e para os futuros filhos um péssimo exemplo de vida. Filhos criados em um lar conturbado certamente serão "filhos-problema". Não se pode dar o que não se tem.

O namoro e o noivado existem para o casal se conhecer e amadurecer na vida pessoal. É preciso conviver e conversar bastante nesse período. Nessa fase, já é possível observar se a pessoa possui uma vida de propósitos com Deus e se de fato ela cuida das coisas do Senhor com temor e responsabilidade.

O que a maioria dos casais de namorados ignora é que a vida espiritual de uma pessoa vai refletir muito de sua personalidade dentro do casamento. Se antes há dificuldade para orar, jejuar, respeitar autoridades, buscar a presença de Deus, abrir mão das coisas desse mundo, certamente é preciso haver primeiro um amadurecimento espiritual.

Quando há incompatibilidade de gênios, não há ali o domínio do Espírito Santo: Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo? (Amós 3:3) Se, repetidamente, há ofensas em meio a discussões, sem que haja arrependimento e conserto da parte do ofensor e perdão da parte ofendida, ainda que façam as pazes e pareça que tudo está em paz, o quadro certamente se repetirá.

É preciso ter respaldo bíblico na hora de decidir, pois os jovens sentem dificuldades de discernir a vontade de Deus quando o coração fala mais alto. Um gênio altivo precisa ser trabalhado ou será uma saia justa por toda a vida.

Por seus frutos os conhecereis. Porventura, colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? (Mateus 7:16)

por Nilbe Shlishia

Fonte: Agência Unipress Internacional



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