| em 18 junho 2010

Ansiedade Generalizada: saiba como tratá-la

Muito se fala em ansiedade nos dias de hoje, mas poucas pessoas sabem que a ansiedade, quando atinge níveis mais avançados, pode ser considerada como uma entidade diagnóstica independente, encarada como um transtorno. Preocupar-se e ficar ansioso é, nos dias de hoje, algo muito comum e qualquer pessoa que enfrente as exigências do dia a dia deverá ficar, em alguns momentos, com sua ansiedade elevada. Porém, existem certos indivíduos que levam a ansiedade ao extremo e fazem dela quase como um estilo de vida. Mas o que é exatamente a ansiedade e em que medida ela passa a ser considerada parte de um transtorno classificado pela psicologia e psiquiatria?


O que é ansiedade?

De um ponto de vista mais inclinado para a neurociência, a ansiedade pode ser considerada como uma excitação decorrente do sistema nervoso central que provoca sentimentos e sensações de preocupação, medo e desconforto, físicas e psíquicas, oriundas da interpretação de uma situação de perigo ou da previsão de um encontro com uma situação ou evento perigoso ou estressante. Alguns sintomas da ansiedade se refletem em nosso organismo, como a sudorese, taquicardia, tremores, tensão muscular, cefaléia, etc. A ansiedade é, desse modo, um estado onde sensações são desencadeadas pela presença ou possibilidade da presença de um objeto, evento ou situação potencialmente perigosa ou geradora de estresse. A ansiedade é normal e em muitas ocasiões até desejável, pois se trata de um mecanismo natural do organismo que nos prepara perante uma situação que exigirá as respostas naturais de luta ou fuga. Nesse sentido, a ansiedade é importante para a sobrevivência do homem, mas se ela estiver em desacordo com a gravidade das circunstâncias que a provocaram, ela pode se tornar patológica.


Qual a diferença entre medo e ansiedade?

A ansiedade não ocorre apenas na expectativa de algo negativo, mas também pode vir de algo positivo. Nesse sentido, ela se diferencia do medo. Enquanto o medo evoca a necessidade de uma resposta orgânica de proteção perante objeto ou situações temidas, a ansiedade não está necessariamente vinculada ao perigo. Como exemplo, uma pessoa pode ficar ansiosa com uma viagem que há muito tempo decidiu fazer, com um encontro amoroso, ou com a demora em uma fila de banco. Todas estas são situações que geram desconforto, e essa sensação pode gerar ansiedade. O medo, por outro lado, deverá estar sempre associado a situações de risco, de exposição, de perigo, onde exista a possibilidade de algum dano a nossa integridade física e psíquica.


Ansiedade e Sexualidade

A ansiedade é um dos fatores preponderantes para a geração de problemas na sexualidade. Uma pessoa ansiosa freqüentemente apresenta problemas relacionados a atividade sexual. Muitas vezes, o desempenho sexual é afetado, tendo algumas conseqüências como a ejaculação precoce nos homens. Alguns ficam mais agressivos, outros ficam muito tensos, podem ter dificuldades de ereção. As mulheres podem apresentar frigidez, cansaço, dificuldade de lubrificação da vagina. Algumas fantasias sexuais podem ter uma relação estreita com o tipo de ansiedade ou com a maneira com a qual uma pessoa manifesta a sua ansiedade. Homens podem sentir vontade de agredir sua parceira; mulheres podem sentir prazer em serem agredidas, e assim por diante. Desse modo, o tratamento da ansiedade pode proporcionar uma melhora no desempenho sexual e uma maior satisfação, tanto do homem como da mulher.


O que é o Transtorno de Ansiedade generalizada?

O Transtorno de Ansiedade generalizada, ou TAG, é caracterizado pelo DSM – IV como é “uma ansiedade ou preocupação excessiva (expectativa apreensiva) (…)O indivíduo considera difícil controlar a preocupação (…) A ansiedade e a preocupação são acompanhadas de pelo menos três sintomas adicionais, de uma lista que inclui inquietação, fatigabilidade, dificuldade em concentrar-se, irritabilidade, tensão muscular e perturbação do sono (apenas um sintoma adicional é exigido em crianças.)” Desse modo, a ansiedade torna-se incontrolável e se generaliza a todos os aspectos da vida do indivíduo. Acrescenta ainda o DSM – IV: “A intensidade, duração ou freqüência da ansiedade ou preocupação são claramente desproporcionais à real probabilidade ou impacto do evento temido. A pessoa considera difícil evitar que as preocupações interfiram na atenção a tarefas que precisam ser realizadas e têm dificuldade em parar de se preocupar. Os adultos com Transtorno de Ansiedade Generalizada freqüentemente se preocupam com circunstâncias cotidianas e rotineiras, tais como possíveis responsabilidades no emprego, finanças, saúde de membros da família, infortúnio acometendo os filhos ou questões menores (tais como tarefas domésticas, consertos no automóvel ou atrasos a compromissos). As crianças com Transtorno de Ansiedade Generalizada tendem a exibir preocupação excessiva com sua competência ou a qualidade de seu desempenho. Durante o curso do transtorno, o foco da preocupação pode mudar de uma preocupação para outra”.

Muitas vezes, a identificação e o diagnóstico do TAG são muito dificultados, pois a pessoa acredita que a ansiedade que está sentindo é normal, pois sente que “sempre foi assim” e também que as sensações que têm se justificam pelas circunstâncias, que na visão dela, realmente são dignas de preocupação. Os indivíduos que possuem o TAG, geralmente, relatam há muito tempo já sofrem desse mal, ou mesmo dizem que a vida inteira sempre foram “preocupados e ansiosos”, e por esta razão, acreditam que isso sempre fez parte de sua personalidade. Dessa forma, é muito difícil encontrar alguém que procure um profissional por causa da ansiedade excessiva, pois a pessoa não enxerga em seu comportamento sinais de patologia.


Como posso saber se minha ansiedade é generalizada?

Existem alguns critérios que foram definidos pelo DSM – IV, o principal Manual Americano de Psiquiatria, e que codificam as principais características para se fazer o diagnóstico:

1 – Ansiedade e preocupação excessivas (expectativa apreensiva), ocorrendo na maioria dos dias por pelo menos seis meses, com diversos eventos ou atividades (tais como desempenho escolar ou profissional).

2 – O indivíduo considera difícil controlar a preocupação.

3 – A ansiedade e a preocupação estão associadas com três (ou mais) dos seguintes seis sintomas (com pelo menos alguns deles presentes na maioria dos dias nos últimos 6 meses). Nota: Apenas um item é exigido para crianças.

a) inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele
b) fatigabilidade
c) dificuldade em concentrar-se ou sensações de “branco” na mente

d) irritabilidade
e) tensão muscular
f) perturbação do sono (dificuldades em conciliar ou manter o sono, ou sono insatisfatório e inquieto)


Quanto custa essa ansiedade toda?

A ansiedade é uma sensação difusa, inexplicável que provoca sintomas diferentes para cada pessoa: falta de ar, taquicardia, nervosismo, suores, problemas digestivos (prisão de ventre, enjôos, gases), fome exagerada (gula), medos que se tornam irracionais e sem sentido, ficar irritado e provocar brigas e discussões por nada, ingestão exagerada de bebidas alcoólicas ou calmantes, etc...

A manifestação dos sintomas incomoda tanto que os ansiosos procuram qualquer forma para acabar com eles: quem come em excesso e engorda demais, procura uma dieta milagrosa, recorre a cirurgiões plásticos ou faz grandes sacrifícios e loucuras para emagrecer rápido(muitas vezes provocando outros problemas de saúde); aqueles que tem medos , como o de dirigir um veículo, por exemplo, fazem aulas e mais aulas sem fim na auto--escola (sem nunca acabar com o medo); as pessoas que tem falta de ar e taquicardia , achando que terão um infarto, fazem uma via sacra por vários médicos , submetem-se a fazer uma infinidade de exames e jamais acreditam quando os resultados são normais.

Veja bem: as pessoas fazem várias tentativas para acabar com os sintomas que a ansiedade provoca e nenhuma delas resolve o problema porque são tentativas para acabar com os sintomas FÍSICOS que ela traz. O tempo passa, o problema cresce, vem a sensação de perda do controle e isto gera mais ansiedade ...

É um círculo vicioso sem fim...

O problema não se resolve porque as pessoas tratam apenas dos sintomas físicos provocados pela ansiedade , quando, na realidade, é preciso tratar as causas da ansiedade!!

A ansiedade é gerada pelo choque de exigências conflitantes, pela mania de perfeição, por não querer magoar os outros, por impulsos autodestrutivos, por possuir uma auto-imagem ilusória, por medo das críticas, medo de errar, por preocupações excessivas, por inveja do outro e querer ser igual a ele, por atitudes e pensamentos equivocados que aprendemos a partir da infância, entre outros fatores.


E como resolver?

Respire corretamente! (Ajuda a relaxar!)

Pratique exercícios físicos regularmente!

Procure um(a) psicólogo(a)! Assim você vai aprender a lidar com as causas da ansiedade!


Lembre-se!

O passado é irrecuperável, não pode ser alterado!

Mas o futuro depende das nossas atitudes agora, no presente!

A psicoterapia (tratamento psicológico) faz você voltar no tempo, descobrir as causas da sua ansiedade, aprender a lidar com elas, superá-las e , com certeza, SER FELIZ!

Extraído



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