| em 18 junho 2010

Musculação Rejuvenesce Músculos

"Musculação é uma filosofia de vida, que nos desafia a superar nossos próprios limites"


Os benefícios da musculação podem ser maiores do que os supostos

Uma pesquisa apresentada recentemente mostrou que, quando praticada pelo menos duas vezes por semana, além de fortalecer os músculos de pessoas mais velhas, a musculação pode, de fato, rejuvenesce-los. Sabe-se há muito tempo que os exercícios de força e resistência realmente estimulam e fortalecem os músculos, inclusive os de idosos. Mas o novo estudo propõe que os exercícios atuam sobre músculos envelhecidos no nível mais profundo, o da expressão genética. Ao fazer isso, segundo os cientistas, a musculação reverteria, em parte, o processo de envelhecimento muscular.

Genes passaram a trabalhar melhor. Uma análise do tecido muscular mostrou que as mitocôndrias - estruturas responsáveis pela energia das células - de pessoas de 65 anos haviam se tornado tão ativas quanto as de alguém 20 anos de idade, depois da prática de musculação. As mitocôndrias foram alvo de análise porque pesquisas anteriores revelaram uma relação entre defeitos nessas estruturas e a perda de massa e função musculares, comum em pessoas idosas.

À medida que uma pessoa envelhece, os genes das mitocôndrias começam a ficar "cansados". Trabalham menos e deixam de produzir proteínas. O resultado é o enfraquecimento muscular. O estudo propõe que os exercícios, de alguma forma, ativam os genes das mitocôndrias, que passam a demonstrar um padrão de atividade semelhante ao de um adulto jovem. - Não esperávamos alterações tão profundas, no nível do DNA. O fato de estruturas genéticas terem sido tão profundamente alteradas sugere que os exercícios não somente melhoram a saúde quanto podem reverter o envelhecimento - afirmou o líder da pesquisa, Simon Melov, do Instituto Buck de Pesquisa do Envelhecimento, na Califórnia.

São necessários mais estudos para atestar o impacto dos exercícios por períodos maiores. Porém, os autores da pesquisa estão convencidos de que a perda de massa muscular não é um processo totalmente irreversível. Por volta dos 35 anos, o corpo começa a perder massa muscular.

- Nunca é tarde demais para começar a fazer exercícios. Há pessoas de 90 anos e recuperam parte da força e da massa muscular com exercícios modestos. Você não precisa passar a vida numa academia, o importante é a regularidade - disse Mark Tarnopolsky, outro autor da pesquisa, do Centro Médico da Universidade McMaster, em Hamilton, no Canadá.

O estudo está na edição desta semana da revista científica digital "PLoS One" (http://www.plosone.org/home.action). O foco da investigação foi o impacto da musculação sobre pessoas com mais de 65 anos.

Um grupo de 25 homens e mulheres acima dos 65 anos foi testado. Os voluntários participaram de um programa de exercícios de uma hora, realizado duas vezes por semana, durante seis meses. O desempenho dos participantes foi comparado com o de grupo de 26 adultos jovens, entre os 20 e os 35 anos de idade.

Antes do início do programa de musculação, as pessoas de 65 anos eram 59 mais fracas do que as jovens. Mas depois do treinamento por seis meses elas se tornaram somente 38 mais fracas.

- De uma forma muito clara, os músculos exercitados ficaram mais jovens - observou Simon Melov.

Ele acrescentou que estudos são necessários para descobrir se exercícios aeróbicos, como ciclismo e caminhada, oferecem efeitos semelhantes sobre os músculos. Outra frente de investigação é saber se a musculação poderá reverter o envelhecimento celular em outros tipos de tecido do organismo.

Pesquisadores canadenses apresentaram o que chamaram de ser humano em quatro dimensões.

Quatro porque além de largura, altura e profundidade, o modelo mostra as transformações do organismo com a passagem do tempo. Segundo os cientistas da Universidade de Calgary, no Canadá, trata-se do primeiro modelo computacional do corpo humano, uma espécie de videogame sofisticado, desenvolvido a partir de uma imensa compilação de dados médicos e genéticos.

O modelo será útil para testar medicamentos e técnicas cirúrgicas complexas, por exemplo. Outra utilidade é mostrar a estudantes o que acontece no interior do corpo humano quando nos alimentamos ou tomamos um remédio.

Os canadenses batizaram sua criação de Caveman (homem das cavernas). Controlado com um mouse, Caveman pode ter, por exemplo, ossos e pele removidos para revelar cada veia, artéria e órgão. A imagem do homem virtual pode ser projetada em qualquer parede e mostra três mil partes do corpo humano em funcionamento em tempo real. A imagem pode ser aumentada para facilitar estudos.

Um dos grandes avanços é que Caveman é personalizado. Médicos podem alimentar o modelo computacional com dados de seus pacientes, como exames de raios X ou imagens por ressonância magnética. Assim, os médicos obtêm imagens de alta resolução do organismo em funcionamento, como se uma pessoa real estivesse flutuando ao seu lado.

Por enquanto, o modelo é experimental, mas ele promete uma potencial revolução nos métodos de diagnóstico. Caveman foi criado por cientistas o Centro Sun de Excelência para Genômica Virtual, ligado à Universidade de Calgary, no Canadá.

Outra aplicação é ajudar cientistas a estudar doenças como câncer, mal de Alzheimer, diabetes e esclerose múltipla. O desenvolvimento do modelo custou cerca de US$ 1 milhão.

- O modelo é único no mundo. É um corpo inteiro em funcionamento. É mais que um videogame. Em vez de matar monstros, você luta contra doenças graves - disse Christoph Sensen, diretor do centro de pesquisa canadense.

Fonte: treinototal.com.br



Arquivado em | , , .





Receba novas postagens por e-mail


ATENÇÃO! - As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

Comentário(s):