| em 28 junho 2010

O Dilúvio foi universal ou parcial?

“Quando lemos o relato, a impressão que dá é que o dilúvio foi universal.
Porém, há quem ache que foi parcial. Afinal, foi parcial ou não?”


A descrição que o autor faz do cataclismo leva-nos a concluir: o dilúvio foi, de fato, um acontecimento que abrangeu totalmente a Terra. Vejamos por que é racional e lógico acreditar em sua universalidade:

1) Além da chuva interrupta de quarenta dias e quarenta noites, relata a Bíblia que as fontes do grande abismo romperam-se aumentando desmedidamente a inundação. (Gn 7.11).

2) Registra o autor sagrado que as águas prevaleceram excessivamente sobre a Terra até que os seus pontos mais elevados fossem de todo cobertos (Gn 7.19, 20).

3) As águas eram tantas que prevaleceram sobre a terra por 150 dias. Terminado esse período, entretanto, Noé e sua família foram obrigados a permanecer na Arca por mais 200 dias aproximadamente, até que o planeta estivesse completamente seco. (Gn 7.24; 8.1-6).

Logo, foi o Dilúvio um cataclismo universal, cuja historicidade é referendada por evidências bíblicas e científicas.

A historicidade do Dilúvio não está limitada ao livro de Gênesis. O autor do livro de Jô, por exemplo, refere-se à grande inundação como algo destrutivo e real (Jô 22.16). Davi, por seu turno, menciona-o como resultado da soberania divina (Sl 29.10). Tendo este como figura de grandes tragédias, Isaías a ele se reporta a ele como advertência aos ímpios (Is 30.30).

Se estes testemunhos são suficientes, busquemos o depoimento do Cristo: “Portanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem”, Mt 24.38, 39).

Pedro também aludiu ao Dilúvio ao realçar a justiça divina: “Porque Deus não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, pregoeiro da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios”, 2Pe 2.4, 5. Se não aceitarmos como verdadeiras tais evidências, seremos obrigados a tê-las como mentirosas. Aliás, estaremos conseqüentemente rejeitando o testemunho do próprio Filho de Deus.

Alegam os céticos que não haveria água em volume suficiente, na atmosfera, para submergir o planeta. Ignoram eles, porém, que o Dilúvio não foi causado apenas pela chuva torrencial que fustigou a terra por quarenta dias. Houve, de igual modo, sucessivos e ininterruptos maremotos. Se um único tsunami foi suficiente para alagar o litoral de doze países, o que não terá causado uma longa série desses fenômenos?

Argumentam ainda alguns pseudo-cientistas que seria impossível cobrir altos montes como o Everest, cujo topo ultrapassa os sete mil metros. Toda via, a altitude média do planeta é de 800 metros acima do nível do mar, ao passo que a profundidade média dos oceanos é de 4 mil metros. Levemos em conta, outrossim, as águas que, originalmente, encontravam-se na chamada expansão aérea (Gn 1.7). Formando um escudo aerotelúrico, essas águas impediam a ação dos raios cósmicos sobre a Terra, possibilitando um perfeito sistema ecológico. Sob tal atmosfera, era possível uma qualidade de vida excelente e uma longevidade proverbial como a de Matusalém. No Dilúvio, porém, foi destruído o escudo aerotelúrico. Toda a água que o formava abateu-se sobre a Terra, aumentando consideravelmente a área ocupada pelos oceanos. Aliás, o que os cientistas chamam de período glacial do planeta foi, na verdade, uma inundação global acompanhada de um resfriamento da Terra.


Por Claudionor Corrêa de Andrade, pastor, escritor, comentarista de Lições Bíblicas da CPAD e gerente de publicações da casa.

Fonte: Jornal Mensageiro da Paz



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