| em 03 junho 2010

Orgasmo: Que prazer é este?

Nem sempre as pessoas, no momento do usufruto desse prazer, avaliam que sua intensidade e qualidade podem ser potencializadas pelo toque que antecede a grande explosão orgástica

Não existe prazer mais intenso e completo que o proporcionado pelo orgasmo.

Acontece que nem sempre as pessoas, no momento do usufruto desse prazer, avaliam que sua intensidade e qualidade podem ser potencializadas pelo toque que antecede a grande explosão orgástica.

O excitamento vai-se dando através de estímulos táteis, além da pele e do coração que, depois do cérebro, são os principais órgãos do excitamento.

Quando o envolvimento está temperado com amor e afeição, é o coração que determina a intensidade do prazer.

Aprender a valorizar o toque das carícias possibilita ao casal perceber o exato momento em que os corpos se unem e acontece a consciência do desejo.

Ao homem cabe identificar o momento em que a parceira está pronta para recebê-lo. A vagina transmuta do rosado claro para o avermelhado da paixão e dela brotam as gotículas de excitamento para o deslizar silencioso e macio do pênis; o clitóris se avoluma e os grandes lábios como num abraço se intumescem.

O orgasmo pode chegar rapidamente se o homem estiver num grau de excitamento muito avançado e não conseguir controlar sua ansiedade. O mesmo pode acontecer com a mulher, que devidamente estimulada pode chegar ao clímax muito rapidamente.

O mais comum, entretanto, é a mulher necessitar de mais tempo para que o estímulo seja de tamanha intensidade que a leve a se contorcer num prazer intenso e prolongado. Cabe principalmente ao homem dimensionar o controle de seu excitamento para que os dois alcancem o tão desejado orgasmo simultâneo.

O orgasmo não acontece por acaso. Compõe-se de várias fases, na medida que o excitamento vai progredindo. As fases são chamadas de excitamento, plateau, clímax e relaxamento.

O excitamento terá o tempo suficiente para que os dois se estimulem. Pode ser muito rápido. Porém, é mais agradável quando esse tempo se prolonga mais e mais, embora os homens tenham muita dificuldade de lidar com esta espera. Por serem sexualmente imediatistas, os homens se excitam rápido demais. Mal sabem eles o quanto as mulheres precisam desse tempo; é o tempo da entrega.

A vagina umedecida se abre por completo. Os lábios, grandes e pequenos, se intumescem. O útero se eleva com o fluxo de sangue, e o clitóris se enrijece numa pequena ereção.

O plateau se dá imediatamente antes do orgasmo. O corpo da mulher fica mais quente e rosado, seios e mamilos ficam maiores e rígidos e não são raros alguns espasmos involuntários.

O clímax acontece na seqüência em que a vagina se movimenta, aumenta e diminui sua pressão, o útero se altera e o clitóris inchado deixa que os grandes lábios o abracem.

O movimento se perde na lógica, num ritmado desejo em que o corpo inteiro se contrai, de tal forma que todo o corpo participa, respiração e pressão arterial se alteram num espasmo que transforma o corpo numa grande explosão de prazer. Isto é o orgasmo.

O relaxamento chega de forma diferente para homens e mulheres. O homens se sentem tão exaustos que o corpo, num desvario, se entregam a um sono profundo e tranqüilo.

As mulheres podem também desejar dar um cochilo mas, em geral, querem aproveitar o momento mágico que viveram e, num abraço de agradecimento, preferem contemplar a pessoa que lhe proporcionou todo aquele prazer, como que comemorando o sucesso do sucedido e pensam: "precisava acabar?" Além do que, muitas mulheres têm o privilégio dos orgasmos múltiplos, menos intensos que o "orgasmão", mas que se repetem, e por isso nem sempre se sentem satisfeitas ao ponto de abdicar de sentir de novo o grande momento que acabaram de viver.

Depois do orgasmo, o relaxamento. A volta à normalidade se dá com o adicional da realização do desejo, quando corpo e alma comungam uma especial felicidade.

por Cássio dos Reis
Fonte: toquefeminino.com.br



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