| em 28 junho 2010

Os atributos de Deus

Conhecer mais a respeito de Deus é dever e privilégio de todo aquele que serve ao Senhor. Em Oséias 6:3 vemos o profeta dizendo: “Conheçamos o Senhor; esforcemo-nos por conhecê-lo”. Estudar sobre os atributos do Criador é conhecer mais a respeito da natureza deste Deus que a Bíblia nos apresenta como o Senhor de nossas vidas.
Este estudo não pretende esgotar o assunto. Vamos ver, de forma sucinta, o que entendemos ser o essencial para os leitores da Palavra de Deus.

I) ATRIBUTOS RELACIONADOS COM A HUMANIDADE:

a) Atributos Intelectuais de Deus – Sua Inteligência

- Seu Conhecimento: Ele sabe tudo. Ele tem perfeito conhecimento de tudo que existe e de tudo que pode existir. Ele não tem necessidade de aprender.
“Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro?” (Rm 11:34; Is 40:13-14). Deus jamais se sentou aos pés dum mestre. Deus sabe todas as coisas de antemão. Seu conhecimento é absoluto e eterno. Nada tem se acrescentado ou se acrescentará ao conhecimento de Deus. “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus” (Rm 11:33).

- Sua Sabedoria: O conhecimento está relacionado com a sabedoria. Porém há uma diferença: Sabedoria é a aplicação do conhecimento. A sabedoria de Deus não tem limites; por esta razão Paulo fala de Deus como o único sábio. Ele pesa todos os fins, conhece todas as necessidades, compreende todas as possibilidades e entende todos os meios. O salmista se maravilhava da sabedoria divina na criação. “Que variedade, Senhor, nas tuas obras! Todas com sabedoria as fizestes” (Sl 104:24).

b) Atributos Morais de Deus – Seus Sentimentos

- Sua Bondade. A bondade de Deus faz com que ele trate as suas criaturas bondosa e abundantemente. Como seus demais atributos, a bondade de Deus é infinita, eterna e imutável. Ele é tão bom agora como foi no passado e será no futuro. Ele faz brilhar o sol sobre todos. Ele envia chuva sobre bons e maus – Sl 145:9.

- Seu Amor. O amor de Deus é uma das realidades maiores da fé Cristã. O apóstolo João declara que Deus é amor – I João 4:8. Entretanto, dizer que Deus é amor não significa que Ele seja o amor. Esclarecer este fato! Se Deus e o amor fossem idênticos, a adoração do amor seria adoração a Deus. O amor não abrange tudo de Deus, senão é um dos seus atributos!

- Sua Graça. O amor e a graça de Deus andam juntos. A graça divina é o amor que Deus mostra àqueles que a merecem. No AT diz que Noé “achou graça aos olhos do Senhor”. Depois que se deu a lei a Moisés, Deus disse: “Tens achado graça aos meus olhos”. A graça divina é eterna e infinita. Ela não começou com a vinda de Cristo, mas foi com a sua vinda que a graça se manifestou totalmente - João 1:17.

- Sua Misericórdia. Este é o atributo que Deus mostra aos que estão desesperança e conflito, e aos que são culpáveis. A misericórdia de Deus lembra sua compaixão para com os miseráveis e quebrantados. Ele é misericordioso, mas também justo. Ele trata com misericórdia e justiça. Sua justiça se revela no juízo com relação ao pecado. Sua compaixão é demonstrada sobre as vitimas do pecado. A Cruz de Cristo é a manifestação suprema da sua justiça e misericórdia. No Calvário Cristo pagou o preço do pecado pelo crente e satisfez as exigências da justiça divina.

- Sua Fidelidade. Deus é consistente, confiável e constante. Ele é fiel ao seu povo e às suas promessas. Todos os seus atributos são consistentes uns com os outros. Ele não tem conflito e nem distúrbios emocionais. Em Cristo vemos que Deus faz o que tem prometido, e que suas obras estão em total acordo com suas palavras – Rm 3:3-4; II Tm 2:13.

- Sua Santidade. Êxodo 15:11 diz que Deus “é glorificado em santidade”. Este atributo separa a Deus de toda sua criação. Ele é o exaltado e supremo, acima de todos os seres e todas as coisas. Não existe outro como o nosso Deus. A Santidade de Deus pode considerar-se de duas maneiras:

l) Deus se opõe ao pecado. Ele odeia todo o pecado e a impureza - Hc 1:13.

2) A santidade de Deus é a sua excelência moral. Deus está totalmente livre de maldade. Ele é absolutamente perfeito. Toda lei e perfeição moral têm sua base no caráter de Deus.

- Sua Justiça. A justiça de Deus indica que Ele sempre atua de maneira consistente com o seu caráter que se revela na lei divina. Este justiça de Deus está intimamente ligada a sua santidade. Deus trata conosco sem fazer acepção de pessoas. Ele dá a mesma paga pelo trabalho e igual castigo pelo mesmo mal. Ler: Sl 89:14 e 119:137.

c) Atributos Volitivos de Deus - Sua Vontade

- Sua Vontade Soberana. Deus dirige os eventos do universo e as ações da sua criação, segundo a sua perfeita vontade. Ele é livre para desenvolver o seu plano com todos os detalhes. Sua vontade é soberana – Sl 115:3; At 2:23; Ef 1:5, 9, 11. Deus governa e dirige todas as coisas.

A vontade soberana de Deus leva-nos a duas intrigantes perguntas:

1) - O problema do pecado. Se Deus é soberano, por que permite o pecado? Satanás poderia ter tido contato com Adão e Eva se Deus não o tivesse permitido? A única resposta legitima é que Deus, em sua sabedoria soberana, tenha permitido a existência do pecado. O pecado é temporal e limitado. Devido ao fato de ser temporal, isso mostra que Deus é sábio e bom em sua totalidade. Ele faz do pecado uma ocasião para manifestar sua graça e gloria.

2) - O problema da liberdade humana. As Escrituras ensinam que somente nós, é não Deus, somos responsáveis por aquilo que fazemos. Deus nos tem dado a liberdade de escolher entre o bem e o mal. A liberdade não é contra a vontade de Deus: é a sua realização. Deus quer que sejamos agentes morais livres. Deus não criou robôs. Ele criou pessoas com liberdade de escolha.

- Seu Poder Soberano. Ele faz o que Ele quer. Ele é El Shaddai – Gn 17:1. Ele é Rei dos reis e Senhor dos senhores – I Tm 6:15. Ele é “o Senhor, nosso Deus, o Todo-Poderoso” – Ap 19:6. Nada é impossível para Deus – Lc 1:37. A Escritura afirma que quando Ele falava, se cumpria – Gn 1:3. Deus que é de Deus amor e santidade, se mostra também como o Todo-Poderoso. Ele opera grandes maravilhas e prodígios. A onipotência de Deus não deve ser motivo de ameaça, mas uma consolação para os cristãos.

II) ATRIBUTOS NÃO RELACIONADOS COM A HUMANIDADE:

a) Auto-Existência de Deus: Ela não depende de ninguém

Deus não tem principio nem fim. Deus é de “eternidade a eternidade” – Sl 90:2. Todas as demais coisas e criatura têm uma origem, mais Deus não. Ele não depende de nada fora de si mesmo. É auto-existente. Cristo disse “O Pai tem vida em si mesmo” – Jo 5:26. Nenhuma criatura de Deus tem vida em si mesma; toda vida é um dom de Deus – At 17:25.

b) A Eternidade de Deus: Ele não está limitado pelo tempo

Deus existe acima do tempo e não é afetado por ele - Is 57:15. A Escritura fala do “Rei eterno” – I Tm 1:17 e “dAquele cujos “anos jamais terão fim” – Sl 102:27. Para nós é tão difícil entender a eternidade de Deus, pois a nossa mente está influenciada pelos eventos que ocorrem no tempo. Nós tivemos um começo aos nascer, mas Deus não tem principio. Nós teremos uma conclusão terrena na morte, mas Deus não tem fim. Somos criaturas do passado, do presente e do futuro, mas Deus não. Deus criou o tempo e o colocou sob seu domínio e tem atuado dentro dele.

c) A Onipresença de Deus: Ele não está limitado pelo espaço

O atributo da eternidade nos faz lembrar que Deus é Senhor sobre o tempo. Ele é também Senhor sobre o espaço. A onipresença significa que Ele não está limitado pelo espaço; por isso a sua presença está em toda parte. – Sl 139:7-10. Ninguém pode esconder-se de Deus. Jr 23:24; At 17:27-28. Deus está presente em toda sua criação e tomou sua residência terrenal em Cristo. Desde sua ascensão, Cristo está assentado à destra de Deus Pai – Cl 3:1. Cristo está li, e ao mesmo tempo em nossos corações. Ele habita no lugar chamado céu a e também em nossos corações. Nós temos nossa cidadania no céu, “de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” – Fp 3:20. A doutrina da onipresença nos assegura que ele está ali para ajudar-nos.

d) A imutabilidade de Deus: Ele nunca muda

O Deus da Bíblia é um ser imutável. Esta declaração significa que Deus é perfeito, assim que não necessita melhorar. É fiel, portanto suas promessas são totalmente dignas de confiança. Deus nunca será mais poderoso do que agora, porque em sua mão está a soma total de todas as possibilidades. Ele nunca será melhor, porque já é a perfeição da bondade. Nunca será mais santo, porque é a essência da santidade. A atitude de Deus para com o pecado é a mesma que teve quando expulsou a Adão e Eva do jardim do Éden. Ele é receptivo à fé e ao amor, como sempre tem feito.
Que formoso é crer em um Deus que, apesar das mudanças em todo o universo, permanece fiel e imutável.

Como é bom servir um Deus como o Senhor nosso Deus!

Texto extraído e adaptado do livro “Doutrina Bíblica e Vida Cristã”, publicado pelo DNP - Departamento Nacional de Publicações da Igreja de Deus. (dnpigrejadedeus@terra.com.br)

Fonte: idbcampinas.com.br/



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