| em 18 agosto 2010

Sete ótimos substitutos do sal para uma vida mais saudável

“Se fosse seguido o que determina a OMS, as pessoas rejeitariam a comida por a considerarem sem sal. O hábito alimentar é muito difícil de ser modificado e a saída é ter uma alimentação saudável desde a infância. Também é importante saber que o consumo de sódio se dá mais pelos alimentos industrializados do que pela adição de sal à comida. Até achocolatados, dietéticos e refrigerantes podem ter alta concentração de sódio”, alerta Manuela Dolinsky, coordenadora do grupo de pesquisa em Nutrição Funcional da Universidade Federal Fluminense. “Outro problema grave é que a legislação brasileira permite que, para criar o rótulo, empresas utilizem a média de sódio existente na composição do alimento em vez de usar a dosagem exata naquela fabricação”, completa Manuela.


Conheça temperos naturais que podem ser usados no lugar do sal para dar mais sabor á comida


Orégano: Indicado contra azia, enjôos e flatulência

Hortelã: Possui vitaminas A, C e do complexo B, além de cálcio, fósforo, ferro e potássio. No chá, funciona como diurético digestivo contra dores de estômago

Alecrim: Atua como digestivo e diurético

Gengibre: Possui propriedades analgésicas e anti-inflamatórias e auxilia na digestão e no tratamento de enjôos na gestação

Alho: Auxilia na melhora do sistema imunológico, reduz o colesterol ruim (LDL), aumenta o colesterol bom (HDL) e previne contra o câncer

Cebolinha: Possui ferro e vitamina A (boa para olhos e pele) e C, que reforça a resistência contra gripes e resfriados

Manjericão: Possui ação diurética

Tomilho: É digestivo, vermífugo e estimulante


Embutidos, como bacon e lingüiça, e conservas, como azeitonas e palmito, além de queijos e sopas prontas estão entre os maiores vilões.

Por conta de um problema no rim, o publicitário “x”, de 23 anos, controla o consumo de sal na alimentação há 10 anos e sempre fica atento aos rótulos. “Não coloco sal no prato e, se necessário, uso a versão light. O maior problema é comer fora de casa, porque daí não há como controlar. Evito outros condimentos que possuem alto índice de sódio em sua composição, como o ketchup. Nesses produtos é que está boa parte do nosso consumo de sal e a gente nem sabe”, conta.

“Uma maneira prática de saber se há ingestão em excesso de sal é verificar quanto tempo dura um pacote de 1 quilo da substância. Numa casa com quatro pessoas comendo 6 gramas por dia, ele deve durar mais de 1 mês. Pessoas com insuficiência cardíaca ou renal, assim como as mais sensíveis ao sal, caso de negros e idosos, devem consumir uma quantidade menor. Mas a exclusão total de sal na dieta pode aumentar o colesterol ruim e o nível de triglicérides (tipo de gordura)”, explica Décio Mion, nefrologista chefe da Unidade de Hipertensão do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Pesquisas da Faculdade de Medicina da USP avaliaram que sal em excesso pode provocar o crescimento na quantidade de angiotensina (molécula responsável pela pressão arterial e Pela regulação da excreção renal de sódio) no organismo. “Já se sabia que o consumo elevado da substância estava associado ao aumento da pressão, das chances de AVC e de insuficiência renal. Porém, verificamos que ele também se associa ao crescimento anormal do músculo cardíaco, promovendo redução na circulação sanguínea do miocárdio (músculo responsável pela contração do coração), podendo, com isso, comprometer a função do coração”, descreve Joel Claudio Heimann, professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP.

Por outro lado, as pessoas que realizam uma dieta com menos sal e mais frutas e vegetais têm redução quase duas vezes maior da pressão arterial. É o que aponta estudo da Universidade de Harvard e do Instituto Nacional do Coração, Sangue e Pulmão, nos Estados Unidos, divulgado em 2001. “Consumir mais de 6 gramas de sal por dia faz com que o corpo retenha mais líquido e modifique a reatividade dos vasos, aumentando a pressão em hipertensos e fazendo com que a população tenha mais chance de tornar hipertensa”, acrescenta Fernando Nobre, presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão.


Campeões de sódio

Aqui destacam-se alguns dos alimentos com maior índice de sódio citados na Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (Taco), realizada em 2006 pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em alimentação (Nepa) e pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Cada 100 gramas de:

Caldo de galinha em tablete (em gramas) 22,3

Fermento em pó químico (em gramas) 10
Shoyu (em gramas) 5

Carne bovina, seca, cozida (em gramas) 1,9

Queijo parmesão (em gramas) 1,8

Azeitona preta em conserva (em gramas) 1,6

Macarrão instantâneo (em gramas) 1,5

Lingüiça de porco grelhada (em gramas) 1,4

Hambúrguer bovino frito (em gramas) 1,2

Pastel (massa frita) (em gramas) 1,2


Veja os efeitos no corpo por excesso de sódio

Pulmões: Em jovens que consomem muito sal, o oxigênio tem mais dificuldade em passar dos pulmões para a corrente sanguínea, afetando a respiração, segundo estudo da Universidade de Indiana, nos EUA

Olhos: Comer mais do que 6 gramas de sal por dia pode acelerar o aparecimento da catarata em até 53%, segundo estudo publicado em 2007 no periódico “American Journal of Epidemology”

Cérebro: Excesso de sal pode levar à hipertensão, uma das principais causas de AVC

Coração: Uma pesquisa da USP aponta que sal em excesso pode aumentar o tamanho do coração

Barriga: Consumir mais sal faz com que, indiretamente, as pessoas bebam mais líquidos, inclusive refrigerantes e refrescos adoçados com açúcar, o que colabora para o aumento de peso

Estômago: Pesquisadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, acreditam que o sal induz a atividade da bactéria causadora da úlcera gástrica

Rins: Segundo o nefrologista Décio Mion, indiretamente o sal em excesso pode estar relacionado com a hipertensão, problema que aumenta as chances de desenvolver doenças renais

Fonte: jornal Folha Universal



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