| em 01 dezembro 2010

Aprenda a viver com a LER


Doença que atormenta pessoas de todas as idades pode ser evitada com a mudança de hábitos e adoção de exercícios simples.


A LER (Lesão por Esforço Repetitivo) consiste em uma doença em que movimentos repetitivos, de falta freqüência e em posição ergonômica incorreta, podem causar lesões nos tendões, músculos e ligamentos, sem tempo hábil de recuperação para o paciente. Lesões neuro-ortopédicas, como as tendinites, sinovites e compressões de nervos periféricos, pode se configurar exemplos de LER.

A partir do instante em que a doença é caracterizada como decorrente do trabalho, a equiparação entre LER e as Dort (Doenças Relacionadas ao Trabalho) depende da comprovação de que o trabalho realmente causou a doença.


Fatores de risco e sintomas

Os fatores de risco não são, necessariamente, as causas diretas das LER e Dort, mas podem gerar respostas que produzem essas doenças. Também não são independentes, mas interagem entre si e devem ser analisados de forma integrada, pois envolvem aspectos biomecânicos, cognitivos, sensoriais, afetivos e de organização do trabalho.

Geralmente, os sintomas são de evolução silenciosa até serem claramente detectados ou agravados após períodos de maior quantidade de trabalho ou jornadas prolongadas e, em geral, a pessoa busca formas de manter o desenvolvimento de seu trabalho, mesmo que à custa de dor. A diminuição da capacidade física passa a ser percebida no trabalho e fora dele, até mesmo nas atividades cotidianas mais banais.

As queixas mais comuns dos portadores de LER e Dort são: dor localizada, irradiada ou generalizada, desconforto, fadiga, sensação de peso, formigamento, dormência, sensação de diminuição de força, inchaço, enrijecimento muscular, choques e falta de firmeza nos membros afetados.

Nos casos mais crônicos e graves, pode ocorrer sudorese excessiva na região afetada e sensação de dor como resposta a estímulos não nocivos.


Diagnóstico e tratamento

Para realizar o diagnóstico, o médico busca dados por meio do histórico clínico, levando em consideração as atividades realizadas no trabalho e no lazer. Em seguida, realiza um exame físico geral, dedicando especial atenção aos locais afetados através de técnicas específicas de avaliação e/ou exames complementares. Já o tratamento é definido por uma equipe multidisciplinar, que se responsabiliza pela avaliação do paciente e pela definição de um procedimento terapêutico personalizado. Essa equipe deverá orientar e informar ao paciente sobre sua condição e seu contexto, para que este participe de forma ativa no processo de recuperação, ajudando a controlar a ansiedade, a angústia e a depressão comuns e associadas ao tratamento.

É fundamental que a pessoa com o diagnóstico de LER faça exercícios regulares, recomendados pelo fisioterapeuta ou médico ocupacional, e que são indicados para o tratamento da dor. Tão importante quanto a execução correta dos exercícios é a freqüência.

Diretamente do que ocorrem com as doenças não ocupacionais, as doenças relacionadas ao trabalho – caso das LER – têm implicações legais. O seu reconhecimento é regido por normas e legislações específicas, a fim de garantir a saúde e os direitos do trabalhador.

Os seus hábitos diários, a sua postura e a sua disciplina contam – e muito – para a prevenção da LER. Por ser uma doença previsível e, geralmente, relacionada ao ambiente de trabalho, boa parte da prevenção da LER é feita nos locais onde exercemos nossas atividades profissionais. No entanto, não podemos esquecer que as lesões por esforço repetitivo podem ocorrer em qualquer ocasião e também fora do ambiente de trabalho. Assim, devemos estar atentos em todas as atividades e aplicar, sempre que possível, as regras de prevenção, inclusive nas suas horas de lazer.

Estar em uma sala de aula, dirigindo ou até mesmo quem trabalha com computador, escreve muito ou tem algum tipo de desgaste físico constante em suas atividades cotidianas, pode sofrer ou vir a ter " LER " se você não for cuidadoso(a) com sua postura.


Conheça as principais lesões por esforços repetitivos

Síndrome do Túnel do Corpo: forma bastante comum de LER, é provocada pela compressão do nervo mediano, responsável pela movitação do polegar e que passa pelo Túnel do Carpo. O paciente tem a sensação de que não consegue segurar bem as coisas, principalmente fazer o movimento de pinçar.

Tendinite dos Extensores dos Dedos: é a inflamação dos tendões, em geral causada por excessivo uso da articulação envolvida. O paciente sente fraqueza nas mãos, bem como sensação de queimação em vez de dor.

Epicondilite Lateral: causada pela inflamação das pequenas protuberâncias dos ossos dos cotovelos, os chamados epicôndilos, da parte de fora do braço. O paciente pode se queixar de dor aguda quando roda o antebraço.

Tenossinovite Estenosante (Dedo em Gatilho): envolve os tendões flexores dos dedos das mãos, com a formação de um nódulo sobre o tendão ou inchaço na bainha que cobre. Conforme a pessoa mexe os dedos, ela sente um estalo ou ouve um barulho na articulação envolvida, principalmente no meio dos dedos.

Doença de Quervain: é a inflamação dos tendões que passam pelo punho ao lado do polegar. Se houver uso excessivo dessa articulação poderá ocorrer à inflamação dos tendões, dificultando o movimento do polegar e do punho e causando dor.

Tenossinovite dos Flexores dos Dedos: os tendões flexores dos dedos ficam na palma da mão. O paciente se queixa de dor e inflamação, principalmente quando flexiona os dedos ou fecha as mãos, por exemplo, e tais movimentos não são bem realizados.


Fonte: Revista ProTeste Ano IX - Nº 98



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