| em 25 maio 2011

Hipertensão, silenciosa e mortal!

A hipertensão é uma doença comum, que atinge cerca de 15 a 205 da população brasileira. Muitas pessoas nem sabem que tem pressão alta, pois, o organismo acostuma-se com os níveis elevados, que, contudo, vão comprometendo um silêncio órgãos como o coração, rins, cérebro e olhos. Mas, dá para evitar esse quadro e até prevenir o aparecimento da hipertensão.

O coração é uma bomba eficiente que bate de 60 a 80 vezes por minuto durante toda a nossa vida e impulsiona de 5 a 6 litros de sangue por minuto para todo o corpo.

Pressão arterial é a força com a qual o coração bombeia o sangue através dos vasos. É determinada pelo volume de sangue que sai do coração e a resistência que ele encontra para circular no corpo.

Ela pode ser modificada pela variação do volume de sangue ou viscosidade (espessura) do sangue, da freqüência cardíaca (batimentos cardíacos por minuto) e da elasticidade dos vasos. Os estímulos hormonais e nervosos que regulam a resistência sangüínea sofrem a influência pessoal e ambiental.


Hipertensão Arterial

A hipertensão arterial (HTA), hipertensão arterial sistêmica (HAS) conhecida popularmente como pressão alta é uma das doenças com maior prevalência no mundo moderno e é caracterizada pelo aumento da pressão arterial, aferida com esfigmomanômetro (aparelho de pressão) ou tensiômetro. É a principal causa de doenças cardíacas, circulatórias, hereditariedade, a obesidade, o sedentarismo, o alcoolismo, o estresse, o fumo, representando o maior índice de mortalidade. Ela ocorre devido ao aumento da contração das paredes dos vasos sanguíneos, o que provoca elevação da pressão do sangue acima do normal, com maior esforço do coração e podendo prejudicar outros órgaõs como cérebro, rins, olhos e vasos sanguíneos. Pessoas negras possuem mais risco de serem hipertensas. A sua incidência aumenta com a idade, mas também pode ocorrer na juventude.

A hipertensão é uma doença que precisa ser tratada ao londo da vida e deve ser companhada pelo próprio hipertenso, sob orientação médica. O paciente deve buscar um estilo de vida saudável, matendo uma dieta adequada e realizando exercícios físicos.


Quais são os sintomas da hipertensão?

A maioria das pessoas que tem hipertenção não se queixa de nada, por isso, ela é considerada uma doença silenciosa. Às vezes, dor de cabeça, tontura e mal-estar podem acontecer, mas não se deve esperar o aparecimento de sintomas para procurar o médico e iniciar o tratamento, se necessário. É possível que quando a pessoa apresente sintoma, a pressão arterial já estava elevada há algum tempo e tenha danificado o seu organismo.
Fatores de risco

A hipertensão arterial pode ou não surgir em qualquer indivíduo, em qualquer época de sua vida, mas algumas situações aumentam o risco. Dentro dos grupos de pessoas que apresentam estas situações, um maior número de indivíduos será hipertenso. Como nem todos terão hipertensão, mas o risco é maior, estas situações são chamadas de fatores de risco para hipertensão. São fatores de risco conhecidos para hipertensão:

• Idade: Aumenta o risco com o aumento da idade.
• Sexo: Até os cinquenta anos, mais homens que mulheres desenvolvem hipertensão. Após os cinquenta anos, mais mulheres que homens desenvolvem a doença.
• Etnia: Mulheres afrodescendentes têm risco maior de hipertensão que mulheres caucasianas.
• Nível socioeconômico: Classes de menor nível sócio-econômico têm maior chance de desenvolver hipertensão.
• Consumo de sal: Quanto maior o consumo de sal (sódio), maior o risco da doença.
• Consumo de álcool: O consumo elevado está associado a aumento de risco. O consumo moderado e leve tem efeito controverso, não homogêneo para todas as pessoas.
• Obesidade: A presença de obesidade aumenta o risco de hipertensão.
• Sedentarismo: O baixo nível de atividade física aumenta o risco da doença.


Quais as consequências?

A hipertensão tornas os vasos sanguíneos endurecidos e estreitados e, com o passar dos anos, eles podem entupir ou se romper. Quando isso acontece no coração, o entupimento de um vaso sanguíneo leva à angina e pode ocasionar o infarto. O coração pode ainda aumentar de tamanho devido ao maior esforço para bombear o sangue e levar à insuficiencia cardíaca. No cérebro, o rompimento ou o entupimento de uma artéria leva ao “derrame” e à “trombose” cerebrais, que os médicos chamam de AVE (Acidente Vascular Encefálico). No rim pode ocasionar, gradativamente, o mal funcionamento, dificuldade de filtração e podendo chegar à sua paralisação. Todas essas situações são muito graves e podem ser evitadas com o controle da hipertensão.


Níveis de pressão arterial

A pressão arterial é considerada normal quando a pressão sistólica (máxima) não ultrapassar a 130 e a diastólica (mínima) for inferior a 85 mmHg.
De acordo com a situação clínica, recomenda-se que as medidas sejam repetidas pelo menos em duas ou mais visitas clínicas.

No quadro abaixo, vemos as variações da pressão arterial normal e hipertensão em adultos maiores de 18 anos em mmHg:

SISTÓLICA ( 130 ) DIASTÓLICA ( 85 ) = NORMAL
SISTÓLICA ( 130-139 ) DISTÓLICA ( 85-89 ) = NORMAL LIMÍTROFE
SISTÓLICA ( 140-159 ) DISTÓLICA ( 90-99 ) = HIPERTENSÃO LEVE
SISTÓLICA ( 160-179 ) DISTÓLICA ( 100-109 ) = HIPERTENSÃO MODERADA
SISTÓLICA ( + de 179 ) DISTÓLICA ( + de 109 ) = HIPERTENSÃO GRAVE
SISTÓLICA ( + de 140 ) DISTÓLICA ( + de 90 ) = HIPERTENSÃO SISTÓLICA OU MÁXIMA


Prevenção

A prevenção é o processo de evitar o surgimento de uma situação. Como a pressão arterial tende a aumentar com a idade com as alterações vasculares que acompanham o envelhecimento, pode-se questionar se a hipertensão arterial é prevenível. Mas existem medidas que podem postergar este aumento de pressão. Estas medidas devem ser chamadas de medidas preventivas, mesmo que não impeçam, mas retardem o surgimento da hipertensão arterial. Neste contexto, são medidas preventivas:

• Alimentação saudável.
• Consumo controlado de sódio.
• Consumo controlado de alcool, combate ao alcoolismo.
• Aumento do consumo de alimentos ricos em potássio.
• Combate ao sedentarismo.
• Combate ao tabagismo.

Em algumas situações específicas, com alto risco de doença cardiovascular, pode ser considerado o uso de medicamentos para a prevenção da Hipertensão.


Tratamento

Embora não exista cura para a Hipertensão Arterial , é possível um controle eficaz, baseado quer na reformulação de hábitos de vida, quer em medicação, permitindo ao paciente uma melhor qualidade de vida.

Medidas não farmacológicas

Certas medidas não relacionadas a medicamentos são úteis no manejo da Hipertensão Arterial, tais como

• Moderação da ingestão de sal (Cloreto de sódio) e álcool (Etanol).
• Aumento na ingestão de alimentos ricos em potássio.
• Prática regular de atividade física.
• Fomentar práticas de gestão do stress;
• Manutenção do peso ideal (IMC entre 20 e 25 kg/m²).
• Minimizar o uso de medicamentos que possam elevar a pressão arterial, como Anticoncepcionais orais e Anti-inflamatórios.

Medidas farmacológicas

Nos casos que necessitam de medicamentos, são utilizadas várias classes de fármacos, isolados ou associados. Entre outras possibilidades à disposição dos pacientes sob prescrição médica, encontram-se:

• Diuréticos
• Inibidores do sistema nervoso simpático
Drogas de ação central
Drogas de ação intermediária
• Bloqueadores ganglionares
• Bloqueadores pós-ganglionares
Drogas de ação periférica
• Antagonistas alfa adrenérgicos
• Antagonistas beta adrenérgicos
• Inibidores de endotelina
• Antagonistas dos canais de cálcio
• Inibidores da enzima conversora da angiotensina II
• Antagonistas do receptor AT1 da angiotensina II
• Inibidores diretos da renina
• Vasodilatadores diretos
• Nitratos


Referências:

1. VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial. Ver. Bras. Hipertensão. 2006;13(4):255-312.
2. Dieta DASH: http://dashdiet.org/
3. http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipertens%C3%A3o_arterial
4. http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?244



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