| em 28 maio 2011

Mantendo a Fé no campo de batalha

Do Campo de Batalha da Fé

Quando Paulo decidiu ir a Jerusalém, não foi por ter ouvido que havia um reavivamento lá. Ele não era um pregador desencorajado, buscando alguém que transmitisse alguma coisa de Deus para ele. Não! Ele declara abertamente: “Subi novamente a Jerusalém... por causa de uma revelação e expus diante deles o evangelho que prego” (Gl 2.1-2). Paulo foi a Jerusalém, para compartilhar um mistério que Deus queria revelar a Seu povo.

Esse homem dedicado tinha sua própria revelação plena e gloriosa de Cristo. Ele não aprendeu as doutrinas que pregava, lançando-se em um estudo com livros e comentários. Ele não era um tipo de filósofo isolado, que sonhou verdades teológicas, pensando: “Um dia meus trabalhos serão lidos e ensinados pelas futuras gerações!”.

Deixe-me lhe dizer como e onde Paulo produziu suas epístolas. Ele as escreveu em celas escuras e úmidas das prisões. Ele as escreveu enquanto enxugava o sangue de suas costas, após ter sido açoitado. Ele as escreveu depois de se arrastar para fora do mar, tendo sobrevivido a outro naufrágio.

Paulo sabia que toda a verdade e revelação que ensinava vinha do campo de batalha da fé. E ele se alegrou em suas aflições, por causa do Evangelho. Ele disse: “Agora eu posso pregar com toda a autoridade para cada marinheiro que tenha estado em um naufrágio, para cada prisioneiro que esteja trancafiado, sem esperança, para todos que já tenham encarado a morte face a face. O Espírito de Deus está me transformando em um veterano testado, assim, eu posso falar Sua verdade para todos que tenham ouvidos para ouvir”.

Deus não entregou você ao poder de Satanás. Não! Ele está permitindo a sua prova, porque o Espírito Santo está fazendo uma obra invisível em você. A glória de Cristo está sendo formada em você, para toda a eternidade.

Você nunca receberá verdadeira espiritualidade de alguém ou de alguma coisa diferente. Se você vai experimentar a glória de Deus, ela terá que vir a você, exatamente onde você está, nas suas circunstâncias atuais – agradáveis ou desagradáveis.

Eu creio que um dos maiores segredos da espiritualidade de Paulo era sua disposição para aceitar qualquer situação em que ele estivesse, sem reclamar. Ele escreve: “Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação” (Fp 4.12). Paulo está dizendo: “Eu não tento me proteger de minhas circunstâncias desagradáveis. Não peço a Deus para me livrar delas. Pelo contrário, eu as abraço. Eu sei, através de minha história com o Senhor, que Ele está fazendo algo eterno em mim”.

“Para que o possam suportar” (1Co 10.13). A palavra ‘suportar’, que Paulo usa aqui, significa que nossa situação não vai mudar. O ponto é: suportarmos sob a situação. Por quê? Deus sabe que se Ele mudar nossa situação, nós acabaremos destruídos. Ele permite que soframos, porque Ele nos ama.

Nossa parte, em todas as provas, é confiar em Deus para toda a força e recursos que precisamos, é encontrar alegria em meio ao nosso sofrimento. Por favor, não me entenda mal: estarmos “alegres” em nossas provações não significa que gostamos delas. Simplesmente, significa que não tentaremos mais protegermos a nós mesmos delas. Ficamos alegres por permanecermos no lugar e suportarmos qualquer coisa que nos aconteça, porque sabemos que nosso Senhor está nos conformando à imagem de Seu Filho.

por David Wilkerson

Extraído de: http://www.worldchallenge.org/en/devotions/2010/from-the-battlefield-of-faith

Traduzido por René Burkhardt



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