| em 06 junho 2011

Aniquilacionismo ou inferno?

Aniquilacionismo é uma doutrina escatológica minoritária que diz que as almas dos pecadores serão aniquiladas após a morte de seus corpos físicos.

O nosso mundo está a mergulhar cada vez mais numa grande confusão, e os meios cristãos estão a ser também ameaçados por essa confusão. Devido a essa grande confusão, nós temos que vigiar para que doutrinas fundamentais não deixem de ser ensinadas nas Igrejas ou se misturem com doutrinas duvidosas.

É por essa razão que eu decidi falar sobre o inferno, pois é um assunto que está a ser esquecido cada vez mais nos nossos púlpitos cristãos.

Nós devemos ter sabedoria ao falarmos do inferno, mas, de outro lado, temos que crer que o Espírito de Deus convence os pecadores que ouvem a Sua Palavra que vai haver um Juízo Final, em que todos aqueles cujos nomes não forem achados escritos no Livro da Vida serão lançados no lago de fogo"

Apocalipse 20.11-15 "... E aquele que não foi achado escrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo"

O versículo em baixo revela este trabalho do Espírito Santo que veio para convencer as pessoas, não só de pecado e da justiça, mas também do juízo:

"O Espírito Santo veio para convencer as pessoas de pecado, da justiça e do juízo". Jo 16.8

Asseguir veremos dois pontos importantes.


Primeiro, que a existência de um Juízo Final é coerente com o raciocínio humano.

Segundo, que a Teologia de um Juízo Final é claramente ensinada na Bíblia.

I. O inferno é um ensino coerente com o raciocínio humano

A. Todas as sociedades humanas constituíram tribunais para julgar

Desde as sociedades mais primitivas até as mais modernas constituíram "tribunais" que julgam os argüidos e os condenam se ficar provado que cometeram o crime.

E tudo isto por quê? Porque os homens, embora pecadores, não perderam o sentido inato de moralidade e de justiça que regula o comportamento humano e criam instituições para julgar e condenar as ações humanas que põem a liberdade e a vida dos outros em risco.

B. Um Juiz não absolve o seu próprio filho se este for culpado.

Se um juiz estiver à frente do seu próprio filho que foi acusado de cometer um crime, o que fará ele? Absolverá o filho, ou o condenará justamente de acordo com a lei, se o filho for dado por culpado?

Mas, o fato do Juiz condenar o seu próprio filho pelo crime cometido, não quer dizer que ele não ama o filho e gostaria de salvá-lo?

Se nós temos um sentido inato de moral e de justiça e, por isso, criamos instituições para julgar e condenar os infratores, não terá Deus o mesmo direito?

Ninguém pode rebater este ponto, se os homens que são pessoas humanas julgam e condena, Deus que é uma pessoa divina também tem o direito de julgar e condenar justamente.

O que podemos pôr eventualmente em questão é que Deus nunca iria julgar e condenar alguém com uma condenação eterna?

Só que aqui entramos num dilema, que convém resolver, é que a Bíblia diz claramente que o Inferno é eterno e isto leva-nos ao meu segundo ponto.


I I. O inferno é um ensino bíblico claro e fundamental

A. A teologia do inferno é claramente ensinada na Bíblia

A Teologia do Inferno é claramente exposta na Bíblia como são todas as outras doutrinas fundamentais da Bíblia.

Não seria razoável nós acreditarmos e ensinarmos todas as doutrinas fundamentais da Bíblia, exceto a doutrina sobre o Inferno?

B. Jesus foi quem falou e ensinou mais sobre o inferno

Sabe que Jesus ensinou mais sobre o inferno do que qualquer outro personagem da Bíblia. E de maneira muito severa e muito séria?

O que disse Jesus sobre o inferno?

• Mateus 3.12 Jesus descreveu inferno como um fogo inextinguível.
• Mateus 25.41 Um lugar de fogo eterno.
• Mateus 25.46 De punição eterna.
• Lucas 16.23-24 Como um lugar de tormento, fogo e agonia.

Jesus ensinou especificamente sobre o inferno muitas vezes em Seu ministério, podemos ainda ver isto em Mateus 5.22, 29-30; 10.28; 18.9; 23.15,33; Marcos 9.43-47; Lucas 12.6; 16.23.

C. Os antigos não tinham uma idéia do inferno como nós

Claro que seria errado tentar fundamentar a doutrina do inferno no Antigo Testamento, pois antigos não tinham idéia de uma alma imortal tendo uma vida completa além da vida, nem de nenhuma ressurreição ou retorno da morte.

A ressurreição dos justos e dos injustos, o julgamento final, a doutrina do vida eterna e da perdição eterna, são doutrinas que são completamente esclarecidas no Novo Testamento por Jesus e pelos Apóstolos.

É o mesmo que a doutrina da redenção, os antigos não tinham os mesmo dados que nós, pois o mistério da redenção só foi completamente revelado no Novo Testamento depois da vinda de Cristo.

Desta forma é errado utilizar o Antigo Testamento para negar doutrinas que ainda não estavam esclarecidas no Antigo Testamento, mas que depois com a vinda de Cristo foram claramente reveladas no Novo Testamento.

No entanto há alguns textos no Antigo Testamento que falam do inferno. Aliás se Cristo disse que "o fogo eterno foi preparado para o diabo e os seus anjos" Mateus 25:41 o que aconteceu a seguir à queda de Lúcifer, com certeza que o Antigo Testamento tem que dizer alguma coisa sobre este lugar.
É de notar que no mesmo versículo v.41 o Senhor Jesus diz que "os malditos" irão para esse lugar.

Em Marcos 9.44 diz que "onde seu bicho nunca morre e o fogo nunca se apaga".

E Jesus continua nos v.44 e v.45 e diz "e, se o teu é te escandalizar, corta-o; melhor é para ti entrares coxo na vida do que, tendo dois pés, seres lançado no inferno, no fogo que nunca se apaga, onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga".

A ideia que Jesus tinha do inferno era certamente baseada no Antigo Testamento.


D. Textos no Antigo Testamento que falam do inferno

O que disse o Antigo Testamento sobre o inferno? Veja em baixo alguns dos versículos sobre o Inferno.

Deuteronômio 32.22 "Porque um fogo se acendeu na minha ira, e arde até o mais profundo do Seol, e devora a terra com o seu fruto, e abrasa os fundamentos dos montes."

Jó 26:6 O inferno está nu perante ele, e não há coberta para a perdição.

Salmo 55.15 ilustra o inferno como o lugar para os perversos: "A morte os assalte, e vivos desçam ao Seol; porque há maldade na sua morada, no seu próprio íntimo."descreve o inferno como um lugar onde Deus derrama sua ira,

Provérbios 27.20 O inferno e a perdição nunca se fartam.

Isaías 66.24 declara: "E sairão, e verão os cadáveres dos homens que transgrediram contra mim; porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará; e eles serão um horror para toda a carne." Nessa passagem, o inferno é descrito como um lugar onde o fogo não se apagará".

Daniel 12:2 proclama: "E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno." O inferno é aqui descrito como eterno.

Amós 9.2 Ainda que cavem até ao inferno, a minha mão os tirará dali, e se subirem ao céu, dali os farei descer.

"Os antigos Hebreus não tinha idéia de uma alma imortal tendo uma vida completa além da vida, nem de nenhuma ressurreição ou retorno da morte. Seres humanos, como os animais do campo, são feitos de “pó da terra” e na morte eles retornam ao pó (Gênesis 2:7; 3.19). A palavra hebraica Alma (Nephesh, Psyche), tradicionalmente traduzida por “alma viva”, mas mais adequadamente compreendida como “criatura vivente” é a mesma para todas as criaturas viventes e nãos e refere a nada imortal... T

I I I. Sobre a doutrina Aniquilacionismo da Alma

Aniquilacionismo vem do termo em inglês “annihilationism”.

Nós temos que ter cuidado para que nesta questão do Inferno não procurarmos ficar na nossa zona de conforto mental, mas ficarmos naquilo que a Bíblia ensina, ainda que isto nos tire deste conforto mental!

Ao dizer isto, eu acredito que homens como o John Stott e outros que são verdadeiros crentes, tentaram fazer uma interpretação bíblica do assunto e não forçosamente ficar na zona de conforto, embora por final tenham acabado por ficar, ao ensinarem sobre o aniquilacionismo (annihilationism), pois um estudo detalhado da Bíblia parece indicar que a doutrina da aniquilação tem bases mais sentimentais que bíblicas

A. Então o que é a doutrina do Aniquilacionismo da Alma?

É a doutrina da extinção das almas dos ímpios em vez de serem enviadas, conscientes, para o inferno eterno. Os descrentes serão destruídos, enquanto os justos entrarão no estado de bem-aventurança.

O Aniquilacionismo defende que a alma só pode viver no corpo, por isso quando sai do corpo fica inconsciente. Dizem que esta morte física é a 1ª morte – a morte do corpo em que a alma entra numa espécie de interregno (inconsciência e ausência de dor)

Os aniquilacionistas apontam para referências bíblicas sobre o destino dos ímpios como a “segunda morte” para apoiar sua teoria. Ap 20.14 "E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo, esta é a segunda morte".

Já que a pessoa perde a consciência deste mundo na primeira morte (morte física), argumenta-se que a “segunda morte” envolverá um estado de inconsciência no mundo a vir.

Eles insistem que os termos "perdição", "destruição", "perecerão" que aparecem estão ligados a esta questão do inferno, fazem sempre referência à aniquilação da alma dos perdidos.

Esta idéia vai contra o que Jesus expressa na parábola de rico e do Lázaro que diz que o rico e Lázaro estavam conscientes no Hades. Encontrava-se em dois lugares diferentes, separados por um abismo.

Lázaro no seu lugar que a Bíblia chama seio de Abraão estava a ser consolado e o rico no seu lugar, que a Bíblia chama de inferno a ser atormentado.

Reparem que o rico pediu a Abraão para uma das almas ressuscitar, voltar à vida corporal, para ir avisar aos irmãos dele sobre aquele lugar de tormento.

Tudo isto indica que tanto o rico e seus amigos e Lázaro estavam perfeitamente conscientes naquele local, embora fora de seus corpos.

Qual era a intenção de Jesus ao contar esta parábola.

Falar só por falar? Ou ele queria ensinar-nos alguma coisa sobre a vida depois da morte?

Há pelo menos outro texto que dá a entender que as almas ficam conscientes, no lugar para aonde vão, depois de deixarem os seus corpos.

É o versículo em I Pe. 3.19 “No qual também foi e pregou aos espíritos em prisão...”

É um versículo difícil, saber o que Jesus pregou aos espíritos em prisão (no Hades), mas não é difícil entender que eles estão conscientes para Jesus ir lá pregar.

O próprio Stott diz que não está certo se as “almas” entram num interregno depois da pessoa morrer.

Por que, porque ele conhece bem a Bíblia! Portanto, ele não afirma que depois da morte a alma entra num interregno – num estado de inconsciência, sem dor!

No entanto há algo em que todos os evangélicos acreditam, tanto os tradicionalistas como os que os que seguem annihiationism.

Todos acreditam que vai haver ressurreição final dos justos e dos injustos. Ou seja, todos acreditam no regresso da alma à vida corporal no dia da ressurreição final.

Parece que Paulo é muito claro sobre isto no texto em baixo

Atos 24.15-16 E tenho em Deus a mesma esperança desses homens: de que haverá ressurreição tanto de justos como de injustos. Por isso procuro sempre conservar minha consciência limpa diante de Deus e dos homens

A diferença é que os do lado annihiationism acham que depois da ressureição e do julgamento final o corpo dos injustos será destruído, este é o “castigo eterno” ou “tormento eterno” para eles, pois ensinam a doutrina do tal interregno da alma, quando sai do corpo e, por isso, acham que quando o corpo for destruído no lago de fogo, a pessoa será totalmente aniquilada.

Eles chamam a isto de 2ª morte!

B. O quê que a Bíblia ensina

1. A Bíblia ensina que a alma fica consciente depois da morte

A primeira morte que é a física é apenas a separação entre a alma e o corpo, não a aniquilação da alma.

No entanto as Escrituras apresentam a morte como separação consciente. Por exemplo Adão e Eva morreram espiritualmente no momento em que pecaram, antes de morrerem fisicamente, mas ainda existiram e podiam ouvir a voz de Deus (Gn 3.10).

Antes de sermos salvos, estamos “... mortos em transgressões e pecados” Efésios 2.1, mas estamos consciente e ainda assim trazemos em nós a imagem de Deus Tiago 3.9 "com a língua bendizemos a Deus e amaldiçoamos os homens, feito à imagem de Deus.

Apesar do homem ser incapaz de chegar-se a Cristo sem a intervenção de Deus, pois estão “espiritualmente mortos” estão conscientes daquilo que as Escrituras exigem que eles creiam At 16.31 "crê no Senhor Jesus Cristo e serás alvo tu e a tua casa".

2. O estado de separação de Deus não implica perda de consciência

O estado de separação de Deus não implica perda de consciência, mas sim perda e de incapacidade para a pessoa salvar-se a si mesma, sem Deus dar o primeiro passo.

Esta é a visão das Escrituras sobre a pessoa, embora separada de Deus, e tanto a primeira morte, a física, como a segunda morte não mergulhará a pessoa na inexistência, inconsciência, não aniquilará nunca a sua alma que continuará como sempre a estar consciente desde o dia em que o homem foi concebido, apesar de ter sido concebido em pecada, separado de Deus.

3. A destruição ou perdição na segunda morte não implica aniquilação da alma

Destruição “eterna” não seria aniquilação, que só dura um instante e acaba. Se alguém sofre destruição eterna, então deve ter existência eterna.

Os carros num depósito de ferro velho estão destruídos, mas não aniquilados. Eles simplesmente são irreparáveis ou, irrecuperáveis. As pessoas no inferno também.

4. Não há interregno nenhum, a alma está sempre consciente

Antes de morrer, embora a alma esteja separada de Deus por causa do pecado, e depois do corpo morrer, a alma está sempre consciente.

Já falamos disso e vimos a parábola do rico e do Lázaro e o versículo em I Pedro 3:19.

Deve ter sido por essa razão que Jesus sendo aquele que falou mais no inferno, teve o cuidado de contar essa parábola do rico do lázaro que revela que depois das pessoas morrerem e irem para o hades, que está dividido em dois lugares, ficam conscientes, à espera da ressurreição e julgamento final.

Os salvos ficam num lugar, no seio de Abraão a serem consolados, e os perdidos ficam separados noutro lugar (o inferno) a serem atormentados.

5. A Bíblia ensina sobre a ressurreição dos justos e injustos

A Bíblia ensina que vai haver o dia da ressurreição final tanto dos justos e injustos, que todos os evangélicos acreditam, e eu acho que ensina que os ‘injustos’ depois de ressuscitados e julgados ficarão a viver no corpo e serão lançados no lago de fogo (que é diferente ao inferno) e aí sofrerão um castigo eterno.

6. A Bíblia ensina sobre um tormento eterno para os perdidos

Esta é que é a 2ª morte – o afastamento de Deus ao serem lançados no lago de fogo.

II Tessalonicenses 1:7-9 É justo da parte de Deus retribuir com tribulação aos que lhes causam tribulação e dar alívio a vocês, que estão sendo atribulados, e a nós também. Isso acontecerá quando o Senhor Jesus for revelado La dos céus, com os seus anjos poderosos, em meio a chamas flamejantes. Ele punirá os que não conhecem a Deus e os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus; Eles sofrerão a pena de destruição eterna, a separação da presença do Senhor e da majestade do seu poder

Apocalipse 20.11-15 e o que não for achado escrito no livro da vida será lançado no lago de fogo.

Apocalipse 21:8 a sua parte será no lago de fogo e de enxofre.

Apocalipse 20.10 O Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo que arde com enxofre, onde já haviam sido lançados a besta e o falso profeta. Eles serão atormentados dia e noite, para todo o sempre

É de notar que a besta e o falso profeta são pessoas como nós, mas assim como o diabo foram lançados no lago de fogo onde serão atormentados dia a noite, para todo o sempre.

Apocalipse 19.20 Estes dois (besta e o falso profeta) foram lançados vivos no ardente lago de fogo e de enxofre.

Os dois foram lançados antes do diabo. Este é lançado mais tarde, mas Apocalipse realça em 20.10, que no momento em que o diabo é lançado no lago de fogo, estavam lá vivos a besta e o falso profeta. O lago de fogo não os aniquilou, e acrescenta e Eles (a trindade satânica) serão atormentados dia e noite, para todo o sempre.

Aliás, Cristo disse que "o fogo eterno foi preparado para o diabo e os seus anjos" Mateus 25.41 o que aconteceu a seguir à queda de Lúcifer.

É de notar que no mesmo versículo v.41 o Senhor Jesus diz que "os malditos" irão para esse lugar.

E em Marcos 9.44 diz que "onde seu bicho nunca morre e o fogo nunca se apaga".

E Jesus continua nos v.44 e v.45 e diz "e, se o teu é te escandalizar, corta-o; melhor é para ti entrares coxo na vida do que, tendo dois pés, seres lançado no inferno, no fogo que nunca se apaga, onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga".
O que importa a pessoa entrar no inferno, com pés ou sem pés, se vai ser aniquilada?

Porque razão Jesus faz esta advertência tão solene, aliás, noutro texto ele diz que no inferno "haverá ranger de dentes".

Todo Novo Testamento revela que a alma ao ser lançada no inferno estará consciente do seu tormento e não será aniquilada.

7. Sem pregação do inferno não há pregação do Evangelho

A minha posição é clara. Temos que ficar nas Escrituras Sagradas, mesmo que esta nos tire da zona de conforto mental, seja neste assunto do inferno, ou seja, em qualquer outro assunto que a nossa mente não compreende e entra em conflito e contradição.

Por essa razão, em obediência às Escrituras Sagradas, nós temos que pregar que o inferno (lago de fogo) como um lugar de tormento eterno, para todo o sempre.

O perigo é que se eu deixo de acreditar numa doutrina que é fundamental, pois me incomoda e tira-me da zona de conforto mental ou racional, corro o perigo de amanhã deixar de acreditar noutra doutrina fundamental.

É por isso que há muitas heresias que estão a entrar nas Igrejas. Porque deixamos de ser obedientes às Escrituras, quando não compreendemos alguma coisa com a nossa mente e formamos idéias que nos ajudem a ficar dentro do nosso conforto mental, racional e as até científico.

No entanto eu tenho simpatia pelos crentes verdadeiros que não acreditam que a punição é eterna, porque, apesar disso, eles acreditam num castigo. Em suma eles acreditam e pregam o Inferno como parte do Evangelho.

A doutrina do inferno faz parte do Evangelho. Tem que ser pregada. É neste ponto que não podemos ter simpatia pelos Universalistas, que pregam que Jesus veio morrer por todos, logo todos serão salvos.

Não há Evangelho nesta posição, pois não há más notícias (a perdição, o castigo). As más notícias, e as boas novas, fazem ambas parte da Pregação do Evangelho, têm que pregadas.Sem pregação do inferno, do castigo daqueles que rejeitaram a Cristo, não há pregação do Evangelho.

8. E o que pensam os aniquilacionistas do diabo e dos seus anjos

Se a base desta doutrina são mais razões sentimentais e de querermos ficar na nossa zona de conforto, isto sem querer atacar aqueles que são crentes e procuram na Bíblia uma interpretação menos tradicional sobre o inferno, o que diremos então do diabo e dos seus anjos?

Os homens perdidos, estes não, nunca Deus iria deixá-los serem atormentados para sempre no inferno.

Deus nunca faria isso, a Bíblia deve querer estar a dizer outra coisa.

Mas e o diabo e os seus anjos, não são também criaturas de Deus, que pecaram?

Então temos que seguir o mesmo raciocínio e dizer que eles nunca serão atormentados eternamente no inferno, mas serão também aniquilados?

Aonde iremos colocar os limites? Bem, o problema é que não nos cabe a nós estabelecer limites ou doutrinas, mas simplesmente crer naquilo que a Bíblia ensina, custe o que custar aos nossos raciocínios e sentimentos.

I V. Conclusão do tema

A. Duas alusões terríveis sobre o inferno no final da Bíblia

No final da Bíblia, no livro de Apocalipse se encontram duas alusões terríveis sobre o Inferno.

Apocalipse 20.15 "E, se alguém não foi achado inscrito no livro da vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo".

Apocalipse 21:8 Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.

Não podia ser mais claro!

B. O que faria o Juiz se o seu filho fosse culpado

E com isto chegamos a uma pergunta:

Se aquele juiz tiver o seu próprio filho como argüido à sua frente, acusado de cometer um crime, o que fará ele? Absolverá ou condenará o filho justamente de acordo com a lei?

Nós todos conhecemos a resposta: condenará!

O que poderia então fazer este juiz para salvar o seu próprio filho?

Só estou a ver uma saída. Ou ele estaria disposto a pagar um preço qualquer para salvar o seu filho, ou, em último caso, se lhe dessem a escolher, ele estaria disposto a ser condenado no lugar do seu filho?

C. Foi isto que o Soberano Juiz do universo fez

Foi isto que Deus fez. Ele nos amou tanto que enviou Jesus, o Seu filho único, justo, inocente, santo, para tomar o nosso lugar de argüido, de pecador, de condenado.

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Unigênito, para que todo aquele que Nele creia não pereça (no inferno), mas tenha a Vida Eterna. Jo. 3.16

O texto profético em baixo revela o que Jesus veio fazer para nos salvar. Este texto foi profetizado por Isaías 2 mil anos antes da vinda de Jesus ao mundo.

Isaias 53

• v.1 Quem deu crédito à nossa pregação?
• v.4 Verdadeiramente ele (está a falar de Jesus) tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.
• v.5 Mas ele (Jesus) foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
• v.6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele (Jesus) a iniqüidade de nós todos.
V. Desafio para entrega da vida a Jesus Cristo

A. Temos que pregar o Evangelho completo

Há dias saímos para evangelizar, 3 jovens da Igreja, mais os meus filhos Ricardo e André e eu. De volta para a Igreja, entregamos um folheto a um homem que começou a reagir assumindo-se ateu.

Eu fui ao pé do homem e falei por 1 ou 2 minutos, com ele sempre a reagir, o Ricardo veio por mais 1 ou 2 minutos, depois foi a vez do André, o homem reagia sempre, os outros 3 jovens encostados ao muro assistiam curiosos ao nosso debate.

Voltei outra vez, o Ricardo e o André também, mais outra dose, mas ele não cedia nem um milímetro. Tinha resposta para tudo. Entretanto, é engraçado, mas aquilo foi criando certa ligação entre nós e o homem.

Depois de fazermos mais uma tentativa, eu decidi fazer a minha última investida, mas disse para mim mesmo “agora vou bater mesmo na mucha”. Todas as vezes que falamos, ele não se calava. Mas quando coloquei a minha mão no ombro e disse-lhe:

Ouça, só uma última coisa: “Você está cego pelo diabo”.

Ele não reagiu, e eu continuei: - “e se morrer hoje vai para o inferno”, ele continuou calado; o Evangelho proclamado pode calar e até criar FÉ no pior ateísta do mundo!?

Conclui:- “Mas Deus o ama, por isso enviou Jesus para morrer pelos seus pecados, não quer orar e pedir perdão pelos seus pecados arrepender-se de tudo, e ir para o céu”.

Ele, começou a rir devagar, a balançar a cabeça, já não reagia como dantes. O Evangelho completo foi-lhe pregado:-

Ainda quis chamar os outros para colocarmos as mãos no homem e orar para a sua libertação, mas não houve tempo, ele foi embora.

O Evangelho completo foi pregado àquele homem, incluindo o inferno.

O Diabo! O pecado! O amor de Deus! Jesus morto na cruz por ele! A confissão dos pecados! O arrependimento! O céu! E O INFERNO!

B. Desafio Final aos crentes e aos descrentes

• Desafio aos crentes:

Será que temos medo e vergonha de pregar todo o conselho de Deus?

Romanos 1.16 "Porque não me envergonho do Evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê".

Pense bem! Quando foi que falou de Jesus a alguém, falou-lhe de tudo, incluindo o inferno?

Lembra-se quando foi e quem era a pessoa?

• Desafio aos descrentes:

Se um descrente leu este post e aceitou este desafio final, poderá fazer a seguinte oração:

Meu Deus, eu reconheço que estou cego pelo diabo. Agora eu sei que sou um pecador e que se morrer hoje irei para o Inferno. Mas ao ler este post fiquei a compreender que Tu me amas. E foi por minha causa também que enviaste o Teu Filho Jesus para morrer na cruz e derramar o Seu sangue para me lavar de todos os meus pecados. Neste momento, eu arrependo-me e te peço perdão por todos os meus pecados, liberta-me; perdoa-me, entra na minha vida e dá-me a Vida Eterna.

Fonte: Viriato - Religião e Filosofia
http://religiao-filosofia.blogspot.com/



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