| em 01 junho 2011

Doenças respiratórias – Todo cuidado é pouco

São as doenças mais comuns em crianças, mas também atingem pessoas de qualquer idade. E é preciso atenção para tratar desde resfriados até pneumonias.

As doenças respiratórias são as mais freqüentes durante a infância, em todos os níveis sócio-econômicos. Nas classes sociais pobres, as infecções respiratórias agudas ainda figuram como importante causa de morte de crianças pequenas, principalmente menores de um ano de idade. Existem diversos tipos de doenças respiratórias. Elas variam de leves (como resfriado comum) até as potencialmente mortais (como pneumonia bacteriana e embolia pulmonar). Além de comuns, rendem tratamentos complexos que, muitas vezes, envolvem hospitalização.


20% a 25% da população em geral sofre de rinite. A doença é considerada um problema global de saúde pública.


Sintomas são específicos

Embora as doenças respiratórias sejam comuns às crianças, elas não escolhem idade. Ou seja, qualquer pessoa está sujeita a sofrer com o problema. São fatores de risco o tabagismo, a poluição, a exposição profissional a poluentes atmosféricos, as condições alérgicas e doenças do sistema imunológico. Os fatores de risco para morbidade e mortalidade são baixa idade (até 10 anos), desnutrição e assistência de saúde de má qualidade.

Cada doença tem sintomas característicos, que só o médico pode avaliar. Contudo, tosse, rouquidão, nariz entupido, dores no peito, dores e irritação na garganta, secreções no nariz, dificuldade para respirar quando não está fazendo esforço, dispnéia, mal-estar geral, falta de fôlego, perda de apetite e de peso, fadiga de fraqueza são sintomas da maioria das doenças respiratórias. Em alguns casos, a doença respiratória é diagnosticada sem sintomas e por acaso, ao se investigar outra doença ou através de check-up de rotina. Se você sofre com o problema, o tratamento dependerá do seu tipo físico, da gravidade e do seu estado geral.

Alguns dos tratamentos mais usados são os antibióticos, corticosteróides e broncodilatadores, fisioterapia, oxigênio, ventilação mecânica, ventilação líquida, radioterapia e cirurgia. Preferencialmente, o tratamento deve ser preventivo, com o uso de vacinas, por exemplo.

Para se prevenir das doenças respiratórias, inclua proteínas na alimentação, em quantidades equilibradas. Consuma frutas ricas em vitamina C, como laranja, limão, melão e abacaxi, além de verduras como couve, alface e agrião. Fumantes e fumantes passivos devem ficar atentos, pois o efeito do cigarro é pior para quem convive com os fumantes. A situação em ambientes fechados é ainda mais complicada (filhos de pais fumantes têm cinco vezes mais resfriados que os de não fumantes). E dê preferência aos lenços descartáveis em caso de gripes ou resfriados.


A queima de Biomassa e os efeitos da Poluição

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a poluição do ar responde por 5% das 55 milhões de mortes anuais no mundo. No Brasil, a maior fonte de energia doméstica é a incineração de biomassa. Mais de 90% das residências da zona rural queimam madeira, carvão, esterco de animais ou resíduos agrícolas para cozinhar, se aquecer ou para iluminação. Conseqüentemente, aumentamos os índices de poluição e os riscos de infecção respiratória. As crianças são quem mais sofrem, havendo relação direta entre o número de atendimentos e internações com os índices de poluição.


As diferenças entre Asma e Bronquite

Muita gente confunde asma e bronquite. Do ponto de vista clínico, existe certa sobreposição de sintomas. A característica básica da asma se dá pelas crises provocadas pelo fechamento das vias aéreas por inflamação e contração da musculatura. Se o mal-estar for passageiro e, vencida a crise, a pessoa volta ao estado normal, tem asma. Já a bronquite se distingue por tosse produtiva crônica, com catarro, por mais de três meses em um ano, durante dois anos consecutivos.

A confusão ocorre porque a bronquite crônica também pode ocasionar constrição dos brônquios, o que dificulta a respiração e produz sintomas semelhantes aos de asma, como falta de ar e chiado. A diferença fundamental, porém, é que a crise asmática é reversível. Às vezes, passa espontaneamente, embora sempre demande cuidados.

Há dois tipos de tratamentos para asma: o indicado para a manifestação aguda (o chamado “ataque de asma”) e o tratamento de manutenção. No caso da bronquite, a maioria dos casos resolve-se espontaneamente, não requerendo tratamento. Como a doença geralmente é causada por virose, não é necessário o uso de antibióticos. Para alívio da tose, recomenda-se a realização de nebulização, que ajuda a amolecer a secreção e facilita sua eliminação. O uso de antitussígenos geralmente não é indicado, pois a tosse é um mecanismo protetor dos pulmões. Sem ela, a secreção se acumula, tornando-se um ótimo local para a proliferação de bactérias, podendo levar a quadros de pneumonia.


Existe cura para as doenças respiratórias?

Depende da doença. Por exemplo, pneumonias e tuberculose têm cura. Já a fibrose pulmonar e a hipertensão pulmonar primária não têm. Outras doenças, como asma e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) não têm cura, mas são passiveis de controle.
(Roberto Stirbulov – Chefe de pneumologia da Santa Casa de São Paulo)


Fonte: Revista ProTeste – Ano 10 – Nº 103 – www.proteste.org.br



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