| em 22 julho 2011

O Verbo – Deus!

No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus.Jo 1.1-2


Desde a sua inicial revelação à Humanidade, Deus se apresentou como Verbo. Quando Moisés, cerca de 1500 a.C., perguntou qual era o Seu Nome, o SENHOR lhe respondeu: “EU SOU O QUE SOU” (Êx 3.14).

A Torá Viva, ao comentar o Nome de Deus (YHVH), diz: “O Tetragrama denota o nível onde presente, passado e futuro são o mesmo”. Repare nisto: os três tempos básicos em que um verbo é conjugado.

Ao lermos o relato da Criação no Livro de Gênesis, vemos o Verbo ali, revelado na Sua própria boca: “E disse Deus: HAJA LUZ” (Gn 1.3).

Entender que o Verbo é Deus parece tão difícil quanto entender a complicada gramática portuguesa. Mas, se analisarmos mais profundamente, nós veremos a perfeita consonância da Gramática com a Teologia: em primeiro lugar, o Verbo HAJA foi empregado no sentido de existir, fazer, ocorrer, acontecer. O Verbo fez tudo existir: “Nele foram criadas todas as coisas que há nos Céus e na Terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por Ele e para Ele” (Cl 1.16).

O Verbo HAJA está no imperativo afirmativo. Imperativo é o modo verbal que exprime uma ordem. A Palavra de Deus diz: “Louvai-o, sol e lua; louvai-o, todas as estrelas luzentes. Louvai-o, céus dos céus, e as águas que estão sobre os céus. Que louvem o Nome do SENHOR, pois mandou e logo foram criados” (Sl 148.3-5). Já o modo Afirmativo é aquele que afirma, confirma e concorda. O Verbo estava ali na Criação, afirmando e concordando Consigo mesmo. Mais tarde, Ele mesmo nos ensinará sobre o poder criador da concordância em torno de uma afirmação: “Se dois de vós concordarem na Terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhe será feito por meu Pai, que está nos céus” (Mt 18.19).

Além do modo imperativo afirmativo, o verbo HAJA também pode ser conjugado no presente do subjuntivo. Subjuntivo quer dizer “subordinado, dependente”. E Ele, ainda que Deus, subordinou-se ao Pai, fazendo-se dependente dEle, conforme disse aqui na terra: “Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo, e o meu juiz é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai, que me enviou” (Jo 5.30). O modo subjuntivo também é chamado de conjuntivo, isto é, “que junta”, “que une”. Desde o princípio, o Verbo agiu em conjunto com o Pai e já mostrava que, no futuro, também seria dEle a missão de unir a Criatura ao Criador: “Deus estava em Cristo, reconciliando Consigo o Mundo” (2 Co 5.19). Não resta dúvida de que Alguém estava no Princípio com Deus.

Muito antes da fundação do Mundo, antes de tudo, Ele já existia. Texto no Livro de Provérbios diz: “Ainda Ele não tinha feito a Terra, nem os campos, nem sequer o princípio do pó do mundo. Quando ele preparava os Céus, aí estava Eu; quando compassava ao redor a face do Abismo; quando firmava as nuvens de cima, quando fortificava as fontes do Abismo; quando punha ao mar o seu termo, para que as águas não trespassassem o seu mando; quando compunha os fundamentos da Terra, então, Eu estava com Ele...” (Pv 8.26-30).

No relato da Criação do ser Humano em Gênesis, Deus diz: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gn 1.26). Se Deus estivesse sozinho, “O Verbo” não seria no plural.

Ao propor a Alguém criar em conjunto um ser semelhante, Deus não conversou com um Anjo, mas com Alguém semelhante a Ele. Deus não conversou com outro “deus”. Acreditar que “O Verbo” é outro deus, indefinido e menor, seria chamar Deus de mentiroso, porque Ele mesmo afirma que não há outro deus, conforme lemos na sua Palavra: “Vede, agora, que Eu, Eu o sou, e não há outro deus além de mim” (Dt 32.39).

“Não vos assombreis, nem temais; porventura não vo-lo declarei há muito tempo, e não vo-lo anunciei? Vós sois as minhas testemunhas! Acaso há outro Deus além de mim? Não! Não há outra Rocha. Não conheço nenhuma” (Is 44.8).

“Quem mostrou isso desde a Antiguidade? Quem, de há muito, o anunciou? Porventura, não sou Eu, o SENHOR? Pois não há outro Deus senão Eu. Deus justo e Salvador não há além de mim” (Is 45.21).

“Todavia, EU SOU o Senhor teu Deus desde a terra do Egito; portanto não conhecerás outro deus além de mim, porque não há Salvador se não Eu” (Os 13.4).

Subsistindo em três Pessoas, Deus é Um e Salvador! Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30). Na véspera da Sua morte, Jesus declarou: “EU SOU o Caminho, a Verdade e a Vida. E ninguém vem ao Pai, se não por mim”(Jo 14.6). Se Deus fosse outra pessoa, Jesus teria dito: “Ninguém vai ao Pai”. Esse “vem” do Senhor Jesus é do verbo “vir” e não do verbo “ir”. Quando, então, Filipe lhe pediu que mostrasse o Pai, Jesus disse: “Há tanto que estou convosco, e ainda não me conhece, Filipe? Quem me viu a mim, viu o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é quem faz as suas obras. Crede-me que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim; crede ao menos por causa das mesmas obras” (Jo 14.9-11)

A Humanidade deve honrar “O Verbo” como Deus. Ele mesmo disse: “Para que todos os honrem o Filho, assim como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que O enviou” (Jo 5.25).


O Verbo criou todas as coisas

“Todas as coisas foram feitas por Ele e, sem Ele, nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3.

A ciência atingiu um estágio de conhecimento em que até as mentes mais brilhantes, diante da complexidade da Vida e do Universo, se vêem obrigadas a admitir uma grande Inteligência por trás de tudo isso: “Ou encontramos explicações científicas para certos mistérios da criação do Universo, ou teremos de aceitar que tudo foi feito por alguém, com o objetivo claro de abrigar a vida humana”, disse Stephen Hawking, considerado o físico mais importante desde Albert Einstein. Aliás, Einstein também disse: “Vemos um Universo maravilhosamente organizado, e nossa mente limitada não consegue entender a força misteriosa que move a constelação” (Revista Veja edição 1885, nº 51).

Outro texto da mesma publicação corrobora essa idéia: “Uma jóia rara no Universo. A Terra é o terceiro planeta do sistema solar. Se fosse o primeiro, ou o segundo, seria quente demais e toda a água se evaporaria. Se fosse o quarto, o quinto, o sexto... ou o nono, sua superfície seria tão gelada que não haveria água em forma líquida. O tamanho. O tamanho e a massa da Terra também foram calibrados pela natureza para sustentar a vida. Um pouco menos de massa e não haveria força gravitacional para manter uma atmosfera. Um pouco mais de massa e o núcleo provocaria oscilações gravitacionais capazes de transformar o clima em um inferno. O mais espantoso: se a súbta expansão que seguiu ao Big Bang na criação do Universo tivesse se atrasado em uma fração de trilionésimo de segundo, as galáxias e os planetas teriam sido atraídos para o núcleo cósmico e destruídos. Se a expansão tivesse se adiantado a mesma fração de tempo, o Universo teria se evaporado na forma de uma nuvem de partículas geladas”.

Cada dia mais, a Ciência vai se rendendo à extrema precisão, inteligência e engenhosidade do VERBO-Criador. E foi O VERBO quem criou tudo o que existe. E O VERBO é Deus!


Por Juanribe Pagliarin, Pastor e Teólogo

Referência: Revista Visão Bíblica



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