| em 07 agosto 2011

Pressão arterial – Controle-a para viver melhor


Pressão alta é um risco tanto a curto quanto a longo prazo. Mas a pressão baixa também é perigosa.



Foto / Reprodução


Pressão arterial é aquela exercitada pelo sangue sobre a parede das artérias de grande circulação. Quanto menor for a capacidade dos vasos sanguíneos, maior será a pressão arterial; já quando há dilatação (o alargamento) dos vasos, cai a pressão. Existem três fatores que determinam a pressão arterial: a quantidade de sangue bombeada do coração, o volume de sangue nos vasos sanguíneos e capacidade destes.

A pressão exprime-se em centímetros (cm) ou milímetros (mm) de mercúrio (hg). A pressão arterial é considerada normal quando a máxima é inferior a 14 cmhg (140 mmhg) e a mínima, inferior a 8,5 (85). A partir dos 18 anos, uma pressão de 12 por 8 é considerada ótima.


Exames de rotina são importantes

Na primeira fase, a hipertensão arterial não apresenta sintomas, mas, à medida que os anos vão passando, eles começam a aparecer. Os mais comuns são: dor de cabeça, falta de ar, enjoos, visão turva que pode estar acompanhada de zumbidos, debilidade, sangramento pelo nariz, palpitações e até desmaios – sendo que muitos desses sintomas também podem ser sinal de pressão baixa. Só que quanto mais tempo passar sem diagnóstico e tratamento, maiores os riscos de suas conseqüências. Por isso, é importante ir ao médico regularmente. Geralmente a hipertensão é descoberta pelo médico de clínica geral quando procede a um exame de rotina.

O tratamento da hipertensão não cura a doença, mas permite evitar as suas conseqüências. É prolongado e não deve ser interrompido ou alterado, exceto por iniciativa do médico, mesmo que a pressão pareça controlada. Caso contrário, a situação do doente pode ficar pior do que antes de iniciar o tratamento.


Ter hipertensão é muito perigoso

Quando a pessoa começa a apresentar pressão máxima superior a 16 cmhg e mínima superior a 9,5 com freqüência, se caracteriza um problema de hipertensão. Se o valor mínimo for superior a 10,5, existe hipertensão grave. Se chegar ao estado grave, a pessoa pode sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), ter redução progressiva da acuidade visual, sofrer um espessamento das artérias com formação de placas de ateroma (o que reduz a circulação sanguínea para os órgãos vitais), ter um enfarte e/ou sofrer deterioração da função renal e atrofia dos rins, e até uma morte instantânea.

As causas que provocam a pressão alta são variadas. Em muitos casos, o fator é desconhecido. Entre as causas conhecidas estão às doenças dos rins, das glândulas (endócrinas) e do sistema nervoso; o abuso de certos medicamentos; e a gravidez.

Existe uma predisposição familiar para a hipertensão. As pessoas com parentes próximos que sofram de hipertensão devem medir a pressão regularmente. O excesso de sal na alimentação, a ingestão de álcool (mesmo em doses moderadas) e o estresse fazem aumentar a pressão de forma excessiva em pessoas geneticamente predispostas ou com histórico de hipertensão.

O uso de contraceptivos orais não causa, diretamente, hipertensão, mas pode acelerar o seu aparecimento. E a incidência de acidentes cardíacos e cerebrovasculares é maior nos hipertensos fumantes do que nos não-fumantes. Portanto, se tiver tendência para a hipertensão, procure deixar de fumar. Além disso, convém evitar o aumento de peso.


Pressão baixa nem sempre é ruim

Já quando a pressão é muito abaixo do ideal, caracteriza-se a hipotensão, que consiste em uma pressão persistentemente abaixo de 9 por 6. Contudo esses limites podem variar de uma pessoa para outra. Por exemplo, se sua pressão máxima é de 11,5, mas sua pressão mínima é de 5, você pode sofrer de hipotensão. Mas raramente a pressão arterial baixa significa uma doença ou um problema grave. A grande maioria das pessoas que se queixam de pressão baixa são sadias. Mas se a pressão for demasiadamente baixa, pode não proporcionar oxigênio suficiente e nutrientes às células, tornando então, um problema.

A hipotensão pode ser: terapêutica, quando resulta da administração de medicamentos anti-hipertensores, antidepressivos, etc.; ortostática, quando ocorre no momento em que a pessoa se levanta rapidamente (súbita diminuição da circulação cerebral); ou devido à avançada idade do paciente, com alteração dos centros nervosos vasomotores. Também o calor demasiado pode provocar essa reação no organismo, já que ele faz com que as artérias sejam dilatadas, facilitando a circulação do sangue e diminuindo a pressão.

As situações mais graves, ou seja, os choques, podem ser causados por hemorragias externas abundantes, envenenamentos, intoxicações severas, desidratações, reações alérgicas, entre ouros fatores. Outras causas comuns de hipotensão incluem a gravidez, problemas cardíacos ou na glândula tireoide, o diabetes, a deficiência de vitaminas, a anemia e o uso de certos medicamentos. A hipotensão arterial também pode ser o resultado de um mau funcionamento nos mecanismos que mantêm a pressão arterial. Por exemplo, se existir uma perturbação na capacidade dos nervos para conduzir sinais, os mecanismos de controle de compensação podem não funcionar corretamente.


Fonte: Revista ProTeste – Ano IX – Nº 95


Veja também:

* Sete ótimos substitutos do sal para uma vida mais saudável

* Hipertensão, silenciosa e mortal!



Arquivado em | .





Receba novas postagens por e-mail


ATENÇÃO! - As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

Comentário(s):