| em 11 outubro 2012

Antes bem do que mal acompanhado

Veja o que fazer para que seu filho não se envolva com uma turminha da pesada e se meta em problemas...


“É culpa das más companhias!” Quantas mães não justificam assim as atitudes erradas dos filhos? Muitas vezes, eles realmente aprontam por influencia de outros. É por isso que os pais devem ficar de olho nas companhias de seus filhos logo que elas aparecem. “Do contrário, eles podem acabar arcando com consequências de atos maldosos ou de vandalismo indiretamente, só por estarem junto de amigos, mesmo discordando do ato”, orienta Marina Vasconcelos, psicóloga e terapeuta familiar e de casal. A seguir, a especialista ensina boas lições aos pais, sobre o que é certo e errado fazer.

6 Dicas para afastar as más companhias

1) Conheça os amigos de seu filho de verdade.

2) Incentive o convívio deles dentro da sua casa, por mais que dê trabalho fazer lanche e dar atenção à tropa toda.

3) Converse com seu filho sobre filmes ou programa de TV que vocês assistem, mostrando os comportamentos bons e ruins dos personagens.

4) Valorize e elogie quando seu filho (de qualquer idade) tomar decisões e agir de maneira correta por conta própria, sem ser influenciado pela turma toda ou por apenas um colega.

5) Sempre frequente as festinhas e reuniões dos amiguinhos do seu filho, para saber como ele se comporta fora da escola. Isso também ajuda a conhecer melhor os pais dos colegas, o que é útil.

6) Atualize-se no que se refere á rotina de seu filho. A solução é acompanhar diariamente com quem ele está fazendo trabalhos de escola e os lugares aonde vai. “Isso deve acontecer de maneira natural para os filhos não sentirem que isso é um controle abusivo, mas, sim, um cuidado corriqueiro e normal”, diz a psicóloga.

Acompanhe a vida do seu filho de perto! Para isso, é bom:

A. Observar o comportamento do seu filho. “Se ele mudar de atitude depois que começar a andar com certas amizades, chame esses amigos para visitarem sua casa. Promova encontros para observar de perto o comportamento desses amigos e, mais ainda, as atitudes de seu filho com eles”, orienta Marina.

B. Conversar com seu filho ao perceber que os colegas são más companhias. Peça para ele falar sobre sua turma e questione as atitudes dele das quais não está gostando.

C. Não ter medo de ser mais enérgica! Se tiver provas de que os amigos de seu filho estão aprontando, em último caso, proíba a convivência com eles. “Há casos, como os que envolvem drogas, em que se torna necessário tirar o jovem de sua turma para que ele encontre e faça amizades mais saudáveis”, completa.


Sinais de problema...

Comportamentos ruins que não eram comuns podem sinalizar que há más influencias. “É claro que, na adolescência, é normal o jovem questionar as coisas, mas dá para perceber quando algo não combina com o jeito do seu filho”.

• De repente, ele começa a ir mal na escola e a falar com um vocabulário novo e estranho.

• É pego inventando histórias para justificar algo que deveria ter feito, mas não fez.

• Desobedece às ordens dos pais e questiona muito - e de forma até agressiva - regras da casa e limites que, antes, eram aceitos por ele.

• Insiste em atitudes com que você já deixou claro que não concorda.


Os 4 maiores erros que os pais às vezes cometem

• Já sair julgando ou afirmando coisas sobre os amigos do seu filho sem ter certeza do que está dizendo ou sem analisar o contexto.

• Proibir a convivência de seu filho com eles sem checar se o que supõe é verdade ou não.

• Falar mal desses amigos sem antes conhecê-los. “Isso pode ser desastroso. É necessário haver respeito de ambas as partes, e ofender os amigos do seu filho só o afastará de você”, alerta Marina.

• Dar bronca ou castigar seu filho por sair com as companhias erradas sem antes dialogar com ele, explicando seus motivos. O ideal é colocar seu ponto de vista, explicar por que não concorda com determinadas coisas, falar sobre os valores em que acredita. “O papo deve ser aberto e sem julgamentos, de preferencia, provocando o filho a expor suas ideias também, discutindo sobre as divergências numa boa”, completa a profissional.


Quanto mais cedo seu filho for orientado, melhor!

É possível alertar os filhos sobre o que não é saudável na convivência com determinadas pessoas e orientá-los a deixar essas companhias de lado. “Quando novinhos, eles entendem bem e concordam. Dá para ter certa segurança, mas nunca podemos ficar totalmente tranquilos, já que, na adolescência, o que os outros falam pesa demais. Se a criança cresce com abertura para levar amigos em casa, naturalmente ela terá o hábito de apresentar os colegas. E isso facilita tudo”.

Texto de Roberta Cerasoli

Revista Ana Maria - Nº828 - www.revistaanamaria.com.br

Marina Vasconcellos, psicóloga
A profissional atende no consultório: Rua Cardoso de Almeida, 788 cj. 53
CEP: 05013-001 - Perdizes - São Paulo -SP
Tel: 3862-8064 - E-mail: marina.vasconcellos45@gmail.com



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