| em 21 outubro 2012

É possível ter amizade com o ex?

Manter a amizade com o(a) ex-namorado(a): bom ou ruim?


Foto: Reprodução

Geralmente, há dois motivos para se terminar um relacionamento: um é que a outra pessoa fez algo tão horrível que não é mais possível passar tempo juntos ou dividir o mesmo espaço com ela. Outro é que os elementos fundamentais das nossas vidas - personalidades, situações de convivência ou trabalho - se distanciaram da dinâmica que existia no início da relação. De toda forma, seja o término amargurado ou o consensual, há sentimentos que permanecem, sejam eles raiva, ciúme, ou, na maioria dos casos, amor.

A partir do momento que um casal decide que é o fim do relacionamento, a atitude dos dois muda, e isso é quase automático, impossível de se evitar. A postura, o toque, os olhares: todo o modo de se relacionar (inclusive e principalmente o físico) ganha um distanciamento que se faz necessário, levando em conta que é o fim. Mas não é porque é necessário que é algo fácil de ser assimilado e aceito com naturalidade, por qualquer um do casal (muitas vezes, os dois).

Depois do fim, ao passar tempo com seu ex, mesmo em situações sem qualquer intimidade, é inevitável querer questionar os motivos do término, mesmo que tenham sido perfeitamente válidos. Esse tipo de dúvida é completamente humana e esperada. Afinal, pelas últimas semanas, meses ou até anos, quando se sentavam um ao lado do outro, davam as mãos; quando estavam sozinhos, se beijavam. Isso faz parte de toda relação e é inevitável. Há partes de nós que não revelamos a ninguém. Então, como ser a mesma pessoa de sempre e esquecer tudo isso?

A verdade é que você não pode. Esse tipo de processo só acontece depois de vocês terem passado um tempo sozinhos para reorganizar suas vidas sem o outro, quando vocês acham outras pessoas para tocar, beijar, confiar, até que você não sinta mais aquela sensação ao ouvir o nome ou ver o rosto do seu ex-namorado. Se já é difícil ver seu ex, provavelmente é ainda mais difícil, quase impossível, não vê-lo. Afinal, essa pessoa já foi seu melhor amigo.

Nesse caso, como melhores amigos, você deve reconhecer, acima de tudo, o que faz a outra pessoa feliz. Você deve reconhecer também, caso realmente se importe com essa pessoa o tanto quanto acredita que ela se importe com você, que o tempo separados não é nada comparado ao que você tem a ganhar com ele. Você será capaz de entender que, apesar dos desafios que precisará enfrentar, a espera valerá a pena.

Mas, como somos todos humanos e, portanto, podemos (e geralmente vamos!) cometer erros, aqui vai uma listinha com dicas para ter uma convivência saudável com o ex, sem se descabelar ou ter eternas recaídas que não levarão a lugar algum. Veja nas próximas páginas as dicas:



Sem se prender às memórias, né? Acabou? Se conforme e siga em frente
Foto: Reprodução

1. Fim quer dizer fim.
Nada termina sem motivo. Se o relacionamento de vocês não deu certo, com certeza é porque a batata estava assando (e não é o tipo de batata que você se interessaria em comer). Se ele insiste em voltar e você não quer, deixe bem claro que não vai acontecer e que, se ele quiser, você se disponibiliza a continuar com uma amizade respeitosa e pura. Só, pelo amor de Deus, saiba quando é a hora de soltar o "ainda podemos ser amigos"! Com certeza não deve fazer parte do repertório do momento "pé na bunda".

Se, no caso, você é a ex que insiste para ter mais uma chance, pare e pense consigo mesma: deu errado, ele não quis mais, por que você vai querer continuar o que acabou? Pense na amizade legal que pode surgir entre vocês se nenhum dos dois ficar vivendo de passado!

* Um tempinho a sós consigo mesma é necessário.

2. Passem um tempo separados.
Sim, é difícil. Como já foi dito, se ficar perto pode parecer uma tortura, ficar longe é pior ainda, porque os sentimentos ainda são muito recentes e você com certeza não vai se acostumar a ficar sem um amante (e mais, um melhor amigo) assim, da noite para o dia. Mas entenda que esse tempinho "a sós consigo mesma" é o mais saudável a fazer.

O relacionamento acabou, você se sente confusa, com raiva, com tristeza ou tudo isso junto. E pior ainda: muitas vezes, no pós-término, principalmente nós, mulheres (os homens assimilam essa parte mais lentamente), morremos de medo da solidão. Das noites intermináveis assistindo comédias românticas, comendo sorvete sozinha, no frio, cantando "All By Myself" a plenos pulmões. Isso aconteceu com a maioria de nós, e pode ser que aconteça com você também, eventualmente. Contudo, resista ao impulso de vê-lo. Com todos os sentimentos recentes e o medo da solteirice eterna depois de deixá-lo partir, você e ele correm o risco de reatarem apenas para continuarem na zona de conforto. Não seria saudável para você, para ele ou para o que vocês construíram juntos. Às vezes é melhor preservar a memória de uma relação boa como ela foi, do que forçar a barra e piorar o que já estava fadado ao fim.



Toda amizade deve ter limites. Essa em especial.
(Foto: iStock)

3. Se ficarem amigos, estabeleça limites.
Essa parte é essencial se vocês decidirem que podem ser amigos, apesar de tudo o que passou. Diferente do que muitos pensam, a amizade desinteressada entre exs pode existir, sim. Mas é uma área de risco (até porque há memórias do casal envolvidas) e deve ser tratada com sensibilidade e respeito mútuos. Provavelmente as relações de amizade com o ex nunca serão exatamente iguais às mantidas com outras pessoas, principalmente por toda a história dos dois. O importante é saber diferenciar as memórias como casal daquelas como simples amigos. E, de preferência, arquivar a parte que diz respeito às relações amorosas entre os dois, para não correr o risco de querer reviver o passado e estragar o presente.

Estabeleçam limites de intimidade. Talvez você não vá querer saber dos novos relacionamentos dele, assim como ele também não irá morrer de vontade de saber se sua vida amorosa anda a pleno vapor. Talvez não exista problema, também. Aí depende das regras pessoais dos dois. Não precisam sentar e montar um manual da amizade, mas talvez seja legal sinalizar quando alguma coisa passar dos limites, desagradar ou trouxer à tona sentimentos que atrapalhem a convivência pacífica.



Sem recalque, ele encontrou um novo amor e você também encontrará.
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4. Esqueça o ciúmes das "novas você".
Com certeza elas virão e, se você está disposta a esquecer o que passou e ser amiga dele, esqueça o ciúmes também. É aquela velha história: todo mundo tem passado, e futuro também. Com certeza ele teve exs antes de você, assim como você teve antes dele; e com certeza ele vai namorar mais depois de você, assim como você também vai. Faz parte da vida, você não deve se fechar para o amor depois do relacionamento não ter dado certo, e ele também não. É natural que surja um ciuminho, uma sensação de posse, quando ele aparecer com uma nova namorada. Mas é importante lembrar que, assim como acabou, ele não é mais seu, e nem você dele. Por isso, não é justo querer que ele pare de amar porque não deu certo com você: você provavelmente não está disposta a abrir mão da vida amorosa, também.

Se ele passar dos limites (como pedir sua ajuda para comprar o presente do dia dos namorados por exemplo), sinalize com maturidade e delicadeza. Não aceite ser feita de capacho ou que ele esfregue a felicidade na sua cara sem o mínimo respeito. E lembre sempre: não, você não foi substituída. Seres humanos não são substituíveis.



Essa grama já foi sua e não era tão verde, lembra?
(Foto: Thinkstock)

5. A grama do vizinho não é mais verde.
Outro perigo do fim do relacionamento: parece que vestimos um óculos com lentes cor de rosa toda vez que olhamos para ele e ouvimos sua voz. O ser humano tem a mania de desejar o que não possui, e os exs não estão livres disso. Com o fim, a convivência fica menor, o que ele fazia e irritava ele não faz mais e nos sentimos tentadas a voltar, pensando "ah, ele não é tão ruim assim" ou "está na cara que ele mudou!". Dificilmente é algum desses casos. Acontece que, com menor convivência, é mais difícil notar as manias e traços de personalidade que irritavam. Mas isso não quer dizer que eles não estão mais lá.

Lembre que, se o namoro, casamento ou casinho acabou, é porque houve um motivo. Se você não queria mais ficar com ele, não se deixe iludir pela "grama verde do vizinho". Mantenha sempre em mente o que você não gostava e não exclua as memórias ruins para apegar-se apenas às boas. Assim como é importante recordar o que era bom para perdoar, esquecer e seguir em frente; é igualmente essencial reconhecer o que era ruim também, para não se prender ao passado e a uma relação que não deu certo por motivos que você, no fundo, sabe bem quais são.

Fonte: Yahoo! Shine



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