| em 14 setembro 2015

SINUSITE: Conheça as causas


Sinusite é uma inflamação de vias respiratórias superiores conhecidas como seios paranasais geralmente associada a um processo infeccioso por vírus, bactéria ou fungo mas que também pode estar associado a uma alergia ou a inalação de poluentes. Os seios paranasais são formados por um grupo de cavidades aeradas que se abrem dentro do nariz e se desenvolvem nos ossos da face. Sua frequência varia entre 1 e 15% das crianças e 1 e 40% dos adolescentes dependendo da região do mundo, sendo mais comum em regiões frias e com grandes variações climáticas. Está fortemente associada a outras infecções das vias superiores como rinite, asma, bronquite, amigdalite e faringite.



CAUSAS

Os casos mais comuns que podem desencadear a sinusite são: a gripe comum, alergia, desvio do septo nasal e condições climáticas adversas . As infecções mais frequentes são por infecção viral pelo rinovírus, adenovirus, vírus respiratório sincicial ou/e para-influenza. A infecção pode acometer diretamente a mucosa de várias cavidades paranasais simultaneamente. Em biópsias de casos cirúrgicos geralmente identificam vários agentes infecciosos presentes simultaneamente em mais de uma via respiratória. Em alguns raros casos a origem de sinusite maxilar pode ser uma infecção nos dentes.

Esta patologia pode se dividir em três tipos:

Infecciosa: a sinusite neste caso tem características de dor na região dos seios da face, seguida de obstrução nasal, secreção purulenta e febre.

Alérgica: apresenta dor nos ossos da face, ocasionalmente febre e vem com todos os sintomas comuns da alergia, coriza clara e abundante, obstrução nasal e crises de espirros. e também tosses abundantes.

Traumática: causada por diferença de pressão. Por exemplo, durante viagens de avião ou mergulho. Suas características são a dor maxilar e pouca obstrução nasal.


Além disso elas são classificadas de acordo com o tempo que duram:

Aguda: Duração de menos de 1 mês.

Sub-aguda: Duração entre 1 e 3 meses.

Crônica: Duração superior a 3 meses.

Aguda recorrente: 3 ou mais episódios por ano, com cada episódio durando menos de duas semanas.


FATORES DE RISCO

* Desvio de septo e outras obstruções anatômicas.
* Conviver constantemente entre grandes aglomerados humanos.
* Sistema imunológico deficiente.
* Outras infecções nas vias respiratórias.
* Viajar de avião ou mergulhos profundos.
* Fumar ou conviver com fumantes.
* Beber pouca água.
* Contato com poluição do ar e ambientes com bolor/mofo.
* Ambiente empoeirado, sujo ou arenoso.
* Alergias.
* Ambientes frios.
* Grandes variações climáticas.
* Refluxo gastroesofágico.
* Problemas hormonais.


SINTOMAS

* Dor de cabeça forte
* Obstrução nasal
* Febre
* Coriza
* Espirros


DIAGNÓSTICO

O processo de diagnóstico se inicia e muitas vezes é suficiente com uma história clínica bem colhida, associada a um exame físico bem feito. A critério médico podem ser utilizados exames radiológicos, como o Raios x de Seios da Face, ou Seios Paranasais, destacando que para melhor identificação é recomendado uma tomografia computadorizada de Seios Perinasais.


TRATAMENTO

Após o diagnóstico se inicia o tratamento que se destina a desobstruir, a liberar as secreções retidas na face e tentar que este processo infeccioso e/ou inflamatório não se repita. Problemas respiratórios (rinites, asma, faringites...) devem ser tratados simultaneamente pois a melhora ou agravamento de um influencia na melhora ou agravamento dos outros.

O tratamento se dá através de antialérgicos, corticóides, lavagens nasais, inalações e cirurgias, com seus avanços nos últimos anos, que oferecem excelentes resultados quando indicados corretamente e realizados por médicos experientes neste setor. Estudos recentes mostraram que a pessoa que ingerir bebidas alcoólicas no tratamento ou no desenvolvimento dela agrava o caso em cerca de 40% de aumento das secreções retidas na face.

A sinusite e a obstrução nasal têm cura. O importante é destacar que o tratamento correto e a adesão do paciente são de fundamental importância para que a doença seja vencida.

Segundo alergologistas, é altamente recomendado que o paciente não fique em contato com luz solar pois ela aumenta a produção de muco causando a corisa em estágios mais abundantes. Também é recomendado que o paciente não fique em ambientes fechados, pois a tosse apresentada no período de sinusite pode afetar os indivíduos presentes neste tipo de ambiente.

Lavar o nariz bem com uma solução salina pode aliviar parcialmente os sintomas, analgésicos (como dipirona sódica ou paracetamol) podem aliviar a dor de cabeça e mesmo sem tratamento os sintomas geralmente desaparecem em uma ou duas semanas. Outra opção para a limpeza das cavidades são os descongestionantes nasais. Descongestionantes devem ser usados com moderação, pois seu uso excessivo causam ainda mais danos às mucosas nasais.

Em casos crônicos é necessário intervenção cirúrgica, para corrigir um desvio de septo, desobstruir as vias respiratórias, corrigir complicações orbitárias ou outras complicações possíveis que não possam ser solucionadas por meio da drenagem ou com uso de antialérgicos, anti-inflamatórios ou antibióticos.

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Fonte: Wikipédia



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