| em 24 outubro 2015

Doe Vida - Doe órgãos


A conscientização sobre a importância da doação de órgãos é um caminho importante a ser seguido

Qualquer pessoa pode ser doadora, já que para realizar um transplante importa somente a compatibilidade entre o doador e as várias pessoas que esperam por um coração, um pulmão ou um rim. “A legislação brasileira estabelece que a retirada de órgãos de uma pessoa pode ser feita após o diagnóstico médico de morte encefálica e pode somente ser realizada a partir da autorização de um familiar com grau de parentesco até 2º grau. Assim, para ser doador basta comunicar essa intenção para sua família. Não precisa fazer nada além dessa importante conversa. Não precisa deixar documento autorizando a doação”, complementa Francisco de Assis, idealizador da Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos (ADOTE), com sede no Rio Grande do Sul e com subsedes em Mato Grosso, Rio de Janeiro, Pará e São Paulo. Um trabalho que teve início em 1998, em virtude do falecimento de seu filho de 15 anos que estava inscrito na lista de espera do banco de órgãos por um transplante cardíaco.



Foto / Reprodução


COMO SER UM DOADOR

Não há limite de idade para ser tornar um doador, entretanto o doador não pode ter contraído doenças prejudiquem o funcionamento do órgão como a hepatite, por exemplo, que afeta especificamente o fígado. Já com relação aos rins, é possível realizar a doação, em vida, de um dos órgãos, pois se sabe que tanto o doador quanto o receptor podem viver com somente um rim. Porém, com relação às córneas é possível doá-las até seis dias depois de diagnosticada a morte do doador.


CONSCIENTIZAÇÃO EM FOCO

De acordo com Francisco de Assis, existem, três medidas essenciais para que o número de pessoas aptas à doação aumente. Primeiro, é preciso diminuir a iniquidade e incentivar à regionalização das equipes transplantadoras. Depois, criar o Registro Brasileiro de Doadores e Tecidos (REDOTE) semelhante ao Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea (REDOME). E por último, e não menos importante, investir na educação médica, criando disciplinas de conteúdo programático específico sobre o processo doação-transplante como existente nas seguintes instituições: UFCSPA Universidade Federal da Saúde Médicas de Porto Alegre; UCPel - Universidade Católica de Pelotas; UFPel - Universidade Federal de Pelotas e FURG - Universidade Federal de Rio Grande.


“Certamente, uma população esclarecida sobre a importância e necessidade de sua participação solidária e autônoma para salvar vidas é fundamental para o sucesso dos transplantes. Contudo, talvez mais importante seja um sistema organizado que consiga atender, sem desperdício, o desejo dessa população. Tome-se como exemplo, o comparativo entre Espanha e Brasil onde a intenção de doação de órgão da população espanhola é de 58% e da brasileira é de 64%. Na Espanha, por conta de um sistema organizado para priorizar o pleno aproveitamento do doador, são 40 doadores, já no Brasil 14”, ressalta.

O transplante é a única solução para milhares de pessoas com diversas insuficiências orgânicas terminais ou incapacitantes. Sendo assim, o consentimento pessoal ou familiar ou a melhor conscientização da população sobre a doação de órgãos e como se dá o processo doação-transplante ajudaria e facilitaria no reestabelecimento e cura de pessoas com doenças crônicas.


"Transplante é muito mais do que uma simples cirurgia. É um procedimento que envolve a mais profunda conexão entre seres humanos" [James F. Burdick]


Por Ana Carolina Contri | Fonte: Ponto de Encontro - a revista da Drogarias Pacheco, Nº 17



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