| em 26 outubro 2015

Reposição Hormonal Masculina e seus segredos


Conheça um pouco mais sobre o seu corpo e saiba quando é chegada a hora de recorrer a esse tipo de tratamento.

Para as mulheres, a reposição hormonal é uma solução comum quando ocorre a interrupção do ciclo menstrual. Mas no caso dos homens, como saber, por exemplo, da necessidade de fazer o tratamento? “A falta de testosterona (hormônio masculino) pode surgir na adolescência, mesmo que esta escassez seja mais comum entre os 40 e 55 anos. Os sintomas nesta fase costumam ser semelhantes à menopausa nas mulheres, devido à queda dos níveis hormonais”, explica o Dr. Cley Rocha de Farias, endocrinologista do Hospital das Clínicas de São Paulo.



Foto / Reprodução


Enquanto na mulher a necessidade de reposição é mais evidente, nos homens nem sempre essa transição fica clara, mesmo porque a queda natural da testosterona não significa necessariamente que ele precisará fazer esse tipo de tratamento. “Ao longo da vida, os níveis desse hormônio, responsável pelo aparecimento dos pelos, voz grossa, desejo sexual e fertilidade podem sofrer variações, mas nem sempre é preciso repô-lo. Portanto, esse tipo de tratamento deve ser feito com muito cuidado, já que nem mesmo a andropausa, nome que se dá ao Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM), pode acontecer com todos os homens”, esclarece o Dr. Francisco Diogo Mendes, urologista e membro do Instituto de Urologia e Andrologia de Brasília.


SINTOMAS

A reposição hormonal, em geral, é indicada para homens que possuam sintomas característicos da queda de testosterona. Alguns dos sinais são a perda de massa muscular, a diminuição da libido e a queda dos pelos. “As mudanças ocorrem de forma gradual e podem ser acompanhadas de alterações no humor e nas atitudes, fadiga, perda de energia e agilidade física”, completa Dr. Cley. É claro que os sintomas podem oscilar e variar dependendo da pessoa. “Todos passarão por alguma redução dos níveis de testosterona, porque isso é normal e fisiológico. O difícil é perceber com essa perda quando as mudanças no corpo estão ligadas aos problemas hormonais e não somente às condições externas”, completa.

Portanto, a melhor alternativa é procurar um especialista para que se verifique e se acompanhe a taxa de testosterona total e livre, assim sabendo da necessidade ou não de reposição do hormônio.


FORMAS DE REPOR

Há diversas soluções para o hipogonadismo sintomático, outro termo usado para esse tipo de deficiência hormonal. A reposição da testosterona pode ser feita em forma de gel cutâneo (massageando-o nos ombros e braços, após o banho), injeções (modo mais comum no Brasil), implante subcutâneo, adesivos ou via oral.

“Quando necessária, a reposição também pode ser feita por meio de cremes, vitaminas ou medicamentos fitoterápicos. O importante é que esse tipo de tratamento não seja feito de forma contínua, porque os altos níveis de testosterona no organismo podem causar a inibição do hipotálamo (região do cérebro que regula a produção de hormônios) e ocasionar danos aos testículos ou mesmo causar a infertilidade”, esclarece o Dr. Francisco.

O mesmo cuidado deve ser tomado por aqueles que usam substâncias para o ganho de massa muscular, já que, no geral, estes compostos possuem altos níveis de testosterona. “O grande problema é o pedido de uso deste hormônio para o ganho de massa muscular, por parte dos jovens que frequentam academias e de outros pacientes que não possuem essa deficiência”, complementa Dr. Cley.


DICA: Conservar hábitos de uma vida saudável ainda é melhor maneira de evitar a necessidade de reposição hormonal. Por isso, evite o cigarro e o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, pratique alguma atividade física, procure evitar os picos de estresse e radiação.


Por Elaine Medeiros | Fonte: Ponto de Encontro - a revista da Drogarias Pacheco



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