| em 17 julho 2016

Adolescentes e os amores proibidos


Adolescência é a fase de experimentar. Isso inclui viver relações nem sempre convencionais, como namorar o primo. Veja a seguir, como orientar seu filho sem declarar guerra.


Às vezes, o carinho que um primo sente pelo outro pode acabar se transformando em algo mais. Envolvimento amoroso entre primos de primeiro grau faz com que muita gente torça o nariz para esse tipo de relacionamento. “A sociedade não vê essa relação de forma natural por conta dos riscos de problemas genéticos que podem afetar os filhos de primos que se casam. E, como são membros de uma mesma família, é preciso cuidado para não destruir laços”, diz a psicóloga Rita Clara Atanes dos Santos.

O rompimento familiar, cheio de rancores, é inevitável. Apesar do risco, é bobagem proibir. “Alerte que o primo é alguém com quem se convive para o resto da vida, dando certo ou não.” Veja abaixo o que mais fazer nesse e em outros casos que tiram o sono de qualquer pai ou mãe.


Mais Situações Que Exigem Serenidade

• Uma relação que começa muito cedo tende a acabar em decorrência do cansaço ou das mudanças naturais que o casal sofre até a fase adulta. Se pegarem muito no pé, o adolescente pode levar a história adiante só para desafiar os pais.

• Aponte os prós e os contras do namoro e prepare seu filho para enfrentar todas as situações que a relação pode gerar.

• Se o relacionamento-problema for com alguém casado, oriente-o sobre as sérias consequências que o caso pode trazer para muitas pessoas.

• Quando o encanto é por uma pessoa muito mais velha, aponte, com jeitinho, as vantagens de namorar alguém da mesma idade.

Lembre-se: os pais devem alertar sempre, mas não podem decidir quem os filhos vão amar.


Seja Uma Boa Referência!

Não são apenas as paixonites entre primos que deixam os pais de cabelo em pé. Para alguns jovens, quanto mais cabeludo o caso na hora de experimentar os sabores de uma relação a dois, melhor!

Tem garoto que mal faz a barba envolvido com mulher casada, e menina do ensino médio amarradona em quarentões.

“O adolescente está no momento de formar sua identidade, por isso quer experimentar. Os adultos precisam ser boas referências nessa hora”, ensina a psicóloga Marina Zochetti de Lima Campos, da Clínica Aliviar.


Por Lika Rodrol | Fonte: Revista Ana Maria, Nº 908



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